8 de junho de 2011

Superioridade Racial: Contexto Histórico

Este artigo está dividido em partes para ser melhor compreendido. Esta é a parte número TRÊS de cinco partes. Para ver os outros capítulos, seleccione:



Black Power Salute

Com a sociedade americana a atravessar uma forte tensão racial, os negros procuravam formas de se afirmar tanto ao nível social como cultural e religioso, mas encontravam uma grande oposição que provinha não só do homem branco mas também do próprio homem negro. Sendo assim, era necessário cativar o negro, restaurá-lo o orgulho e “convencê-lo” de que era realmente superior, diferentemente daquilo que lhe tinha sido inculcado durante séculos de dominação branca. Afirmar que o preto era igual ao branco não bastava. De forma a angariar mais adeptos, a filosofia do “Novo Espiritualista Africano” tinha de apresentar o negro como uma raça superior.

“Nos Estados Unidos, a crescente mobilização da juventude pobre branca, arrastada à força para a carnificina imperialista, convergia, alimentava-se e alimentava a ruptura já iniciada, nos anos anteriores, com a organização e radicalização da luta pelos direitos civis, por importantes setores da comunidade negra estadunidense, que desvelaram diante dos olhos do mundo a hipocrisia da pretensa democracia social e política estadunidense, sob a vigência plena do capitalismo.(5)

Porque as pessoas mostravam uma tendência para se afastarem das coisas espirituais, o teor do discurso teria de ser forte para que a mensagem pudesse levar o receptor a mudar de comportamento. 

“O ano de 1968 seria o de menor vocações sacerdotais no século 20. Sem interesse e necessidade de olhar, por frustração e desespero, para as coisas do céu e do além, o homem e a mulher, transcendidos pelas possibilidades que viam abrir-se diante de si, voltavam-se desbordando de confiança para o mundo material e espiritual terreno do aqui e do agora.”(6)

O livro, de onde é retirado o discurso, só veria a luz do dia em 1970, oito anos antes da mudança de discurso da Igreja de Mórmom que apresentava o negro como uma raça amaldiçoada por Deus e, portanto, inferior. Por essa razão a intertextualidade é feita com base no confronto dessas duas filosofias distintas.

  
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(5)Maestri, Mário, O Sentido Histórico de 1968, (Junho de 2008), disponível na Internet via http://www.espacoacademico.com.br/085/85maestri.htm Acedido em 1 de Junho de 2009
(6)Idem


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