19 de abril de 2012

[Desafio Criativo Nº3] - O que parece mais não é…ou é

Olhos de assustado como se tivesse visto terror no rosto da Maria Eugénia evidenciava que algo de estranho tinha passado ao repetir sem parar as palavras ”Mataram a patroa! Mataram a patroa!”. Esse grito fez com que todos fizessem o percurso contrário da Maria Eugénia e invadissem o quarto onde o corpo já sem vida estava ensanguentado no chão. Ninguém podia acreditar no que estava acontecendo. Eva tinha sido sempre alegre, quase sem inimigos por isso que ninguém poderia antever o que estava acontecendo. 

Todos atónitos viam um para o outro evidenciando uma pergunta “como isto aconteceu”. Mas outros olhares a pergunta era outra: “quem fez isto”? Todos estavam num momento de convívio realizado pela morta pelo seu aniversário e tinha convidado vários amigos para a bonita idade de 50 anos e para os mais curiosos tinha um anúncio a fazer. Deve ser esta a causa de muitas pessoas marcarem presença, já que Eva apesar da fortuna não era das mais carismáticas. 

Com todos sentados na sala cabisbaixos e tristes pelo acontecimento entrou Nataniel Borges investigador da Polícia Judiciária encarregado do caso. Sem nenhuma palavra como era de costume, observou cada um. Este era um dos casos grandes e com a possibilidade de metade da cidade ser autor do crime. 

O inspector recolheu ao lugar onde Eva jazia. Com um olhar fixo na expressão facial dela como querendo perguntar “quem te matou” como que a espera que ela confessasse. E ficou assim por longos minutos. Ao voltar para sala anunciou que iria proceder a interrogatórios. Ao falar com as pessoas decidiu levar para a esquadra Cármen Sequeira e Cálu de Maria. Os dois haviam agido de forma estranha dentro da festa. Um suposto mal-estar retirou-a da festa assim. 

De todos os interrogados, esses dois foram os que pareceram menos convincentes. Os dois diziam que em algum momento cruzaram com a vítima e que passaram algum tempo junto. Na delegacia a pergunta era o que fizeram juntos. Os dois disseram que estiveram vendo um filme. Então em lugares separados o inspector queria saber que filme. Esqueceram o nome, o elenco, a história tudo e por isso o delegado os associou à morte e pediu uma confissão. 

Cármen mais resoluta não queira confessar porque não tinha feito nada. Mas Cálu não resistiu e disse que tudo tinha sido obra da Cármen que ambicionava ter toda a riqueza para ela. E que se fizesse iriam dividir os lucros. E como um tractor começou a desbaratar tudo. 

O anúncio que iria ser feito era que Eva iria assumir publicamente a relação com Cálu. Essa relação fazia parte do plano. E aproveitar a festa onde teria muitas pessoas que pudessem ser suspeitas crime. O plano passaria por envenenar e assassinar Eva a facada e fugir com a arma do crime. Mas tudo foi por água abaixo quando Eva num giro pela casa ouviu os dois ultimando os preparativos para o golpe final. Desejava ela não ter interrompido a conversa. Num acto rápido Cálu tapou a boca de Eva e Cármen fez o resto. 

As lagrimas de arrependimento não foram suficientes para Cálu enternecer o coração frio do inspector. Ao voltar para a sala onde Cármen encontrava disse-lhe que o crime tinha sido confessado e que a mancha não tinha por onde fugir. 

O plano para enriquecer tornou-se uma utopia para os dois jovens que poderiam ter lutado e conseguido os seus sonhos. Pobre da Cármen que à porta dos dezoito teria parte na fortuna que o pai deixara. Tristeza para Cálu pela ganância que desiludiu a sua mãe que tinha feito de tudo por ele. 


OBS: este texto é da autoria de Nanny Delgado e faz parte do Concurso de Escrita Criativa

1 comentários:

Anónimo disse...

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