7 de novembro de 2011

Aventuras da Aninha [Capítulo 6]

Ao que parece o bebé acordou melhor e com isso o ambiente em casa também. Já todos mostravam-se mais bem-dispostos quando cheguei para tomar o café da manhã. 

- Bom trabalho – despedi-me ainda com um último pedaço de pão na mão – já fui para a escola. 

- Então tchau – respondeu-me papá com uma fatia de pão à espera da manteiga -, vai com cuidado na estrada. 

- Tchau!? – admirou-se mamã – e o meu beijo? 

- Que bom – pensei – estava tudo de volta a normalidade de sempre. 

Sabes daqueles dias em que parece que és o centro da atenção? É… hoje parece ser um deles. Claro que não é todos os dias que se ganha um irmãozinho. Só faltava-me dar autógrafos. Mas como já se sabe há sempre os invejosos que não gostam da felicidade dos outros: 



- Então bruxinha… não tinhas dito que era uma irmã? 

- Ah… esteja calada sua… - achei melhor não terminar a frase porque ela já estava com o mesmo aspecto daquela vez que me deu uma palmada na cara. Essa não consegui prever mas desta vez meus poderes conseguiram alertar-me a tempo. E depois, que culpa tenho eu se quando amarra o cabelo a parte de trás lembra-me um queijo bolorento? Deram o sinal para entrarmos. Salva pelo sino. 

Infelizmente o sino não pareceu tê-la desmotivada pois lá estava ela a fechar-me na mão. E isso só queria dizer uma coisa: depois da escola haveria briga. 

Perto do final da aula joguei a minha última cartada: 

- Senhora professora posso ir à casa de banho? 

- Não podes esperar até o final da aula, Ana Luísa? – estranhou ela. 

Respondi-lhe que não e ela concordou. Levantei-me e fui de lado até a porta sentindo-me a alguns passos da liberdade. 

- Ela está saindo com a pasta senhora professora – ouvi aquela voz horrível lá do fundo. Meu Deus, como odeio essa menina. 

- Mas deixa a pasta aqui – declarou ela. 

- Agora que estou feita ao bife – pensei assustada. 

Na saída da escola e para meu horror lá estava aquela monstra a minha espera para fazer papas da Aninha. Todos nosso colegas nos cercaram a cantar: 

- Guerra!... Guerra! 

Ela atirou a pasta para o chão e com os olhos grilidos gritou: 

- Se és mulher que veste cuecas salta aqui no largo. 

A confusão deve ter despertado alguma atenção pois ouvia-se uma voz autoritária a mandar-nos dispersar e ir para casa. Nunca fiquei tão feliz por ver uma professora de Matemática.

5 comentários:

Anónimo disse...

Essa foi muito boa...eu também como sou cobarda ficaria feliz até se fosse um professor de fisico-química...hahahahaha...cada dia que passa gosto mais dessa Aninha...valente na hora de falar...hum, lembra-me uma pessoa, e cobarda na hora de agir.
Abc

daivarela disse...

Não sei quem é essa pessoa porque eu sou um gajo muito mau... mau mesmo

Anónimo disse...

Por acaso essa pessoa não é o gajo mais mau da web crioula, sou eu...hehehehehehe Mas olha que já botei muitos marmanjos pra correr só com a minha cara má e palavras...até parece. Mas é preciso tomar algumas lições para ser mau de verdade...lol

Anónimo disse...

Essa pessoa sou eu...mas acredite se quizer, já botei muito marmanjo pra correr só com a minha má cara e com palavras...hehehehehehe

Vadini Ferreira disse...

Histórias do nosso inconsciente colectivo. Que venha o sétimo.

Enviar um comentário

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | coupon codes