18 de setembro de 2011

Como vi o Mindelact 2011

Por esses dias o lugar mais in da cidade foi o Centro Cultural do Mindelo, o centro do XVII Festival Internacional de Teatro. No seu palco, mas também em outros pontos da cidade, apresentaram-se companhias de teatro nacionais e estrangeiras que me fizeram ver coisas interessantes:

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1) Quando crioulo quer, ninguém segura. Emocionou-me ver subir ao palco no final do Mindelact tanta gente jovem da organização que, dizem-me, trabalharam voluntariamente. Excelente trabalho.

2) Emocionou-me ver pessoas saindo do espectáculo principal e esperar para ver uma outra peça teatral que sabiam que iria terminar perto da uma da manhã. Lindo!

3) Sempre pensei que a prova de fogo do Mindelact era o palco principal, mas vi que estava enganado. Talvez os actores poderão dizer melhor mas a mim pareceu-me que o Festival Off é mais estressante. Imaginem um quintal todo cercado de cadeiras com o público a distância de um braço, observando. Agora juntem um pequeno grupo de actores e outros agentes do teatro a assistirem e a gozarem na cara daqueles que estão no centro. Conseguem ver a cena? Pois eu vi e entristeceu-me ver o mau exemplo vindo de colegas de “profissão”.

4) Sei que gostos não se discutem mas considero que existe muita hipocrisia de algumas pessoas que assistem as peças. Com é que se explica que uma pessoa ao meu lado que passou a maior parte do tempo na “djonga” [de olhos fechados] levanta-se no final da peça e começa a bater palmas como se tivesse visto o maior espectáculo do mundo? Infelizmente quase que se tornou uma tradição no teatro do Mindelo levantar-se e bater palmas (tanto para o público como para os actores) porque desta forma perde-se o significado do acto. Da minha parte posso garantir-te, se me vires a bater palmas é porque REALMENTE gostei.

5) Mas a coisa mais importante que aprendi com o Mindelact’2011 foi a valorização do teatro nacional. Confesso que não tinha consciência do alto nível dos nossos agentes teatrais: actores, dramaturgos, técnicos de luz e som, etc. Porque aquilo que vi das companhias teatrais estrangeiras em nada envergonha o teatro que nós produzimos aqui. Pelo contrário, os melhores espectáculos que assisti (gostos não se discutem) não foram feitos por actores profissionais mas sim pelos nossos crioulos que fazem aquilo por amor ao teatro. Uma vénia sentida a todos eles.

6) Excelente Festival.

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