12 de julho de 2011

Relações Públicas Sem Croquete (RESUMO)

Relações Públicas Sem Croquete – uma visão moderna das RP


Renato Póvoas


RESUMO 
O desconhecimento do papel das relações públicas (RP) dentro das organizações tem levado a uma má percepção do trabalho destes profissionais. Muito conotada com o espaço de eventos, as RP são a área pobre da comunicação, que encontrou na Internet e na blogosfera o local crucial para a sua afirmação.

As RP desempenham uma função decisiva na construção de relacionamentos entre as empresas e os públicos, identificando-os e desenvolvendo networks (redes) de relacionamentos, procurando o benefício de todos. O êxito das RP consiste em conseguir fazer coincidir o interesse público com o privado, alcançando o equilíbrio entre o que ambas as partes valorizam.


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Porque a actividade das RP, em muitas organizações, é vista como algo não estratégico, ela precisa ser valorizada. Para isso terá que ser reconhecida em quatro níveis da estrutura organizacional: pela administração, pelos especialistas, pelos gestores de produtos e, principalmente, pelos profissionais da comunicação.
As RP são uma área que exige competências que o jornalista, marketeer ou publicitário por formação não tem, sendo o técnico de RP aquele que consegue melhor interpretar as mensagens do marketing e explorá-los ao nível da comunicação. Resumindo, um bom relações públicas é uma mistura de jornalista, publicitário e marketeer. Por isso o RP deve ser reconhecido como o profissional com maiores competências para assumir a gestão de todas as actividades da empresa nesta área.



Relações Públicas X Publicidade

Existem duas grandes diferenças entre RP e publicidade: credibilidade e eficácia, sendo que esta é mais profunda e criativa do que a sua “rival” publicidade, pois, só com boas ideias é que surgirão resultados. Por isso, as empresas estão cada vez mais sensibilizadas para a importância da implementação de políticas reais de comunicação, reconhecendo o contributo das RP no sucesso dos negócios. Analisar as necessidades, definir objectivos, traçar estratégias, implementar projectos, avaliar e planear contingências são as principais componentes de um trabalho profissional e sério do relações públicas. Infelizmente, os RPs aparecem numa postura de inferioridade e submissão perante o publicitário, o que faz destes uns meros ajudantes dos publicitários sem grande valia técnica. Na verdade, a publicidade necessita muito mais do contributo das relações públicas do que o contrário.

Os relações públicas são contadores de histórias que tentam cativar a atenção e interesse dos jornalistas, para que depois as suas mensagens consigam chegar aos públicos-alvo, de forma orientada e estratégica. A criatividade é o principal motor e factor de sucesso na prática das relações públicas e esta criatividade é canalizada para o aumento do impacto mediático dos projectos ou para incrementar o valor do produto ou empresa. É pensar mais para gastar menos e lucrar mais.



Marketing de Guerrilha

As empresas com menores capacidades financeiras estão apostando na mobilidade dos seus actores e no secretismo da sua estratégia, implementando o chamado “marketing de guerrilha”. Ela é mais usada nos media alternativos e sua principal arma é a inovação, surpreendendo pelo inesperado, causando impacto nos consumidores com resultados palpáveis para as marcas. O imprevisto das acções leva muitas das vezes a que as histórias sejam “capturadas” pelos mass media e tem um fim muito claro – dar visibilidade às marcas. Actualmente, a Internet é uma ferramenta vital para os projectos de marketing de guerrilha, disseminando informações com grande rapidez. Por outro lado, ela permite medir com exactidão o sucesso ou insucesso de uma acção, obtendo feedback dos seus utilitários.



Buzzmarketing – Publicidade Boca a Boca

Os consumidores estão fornecendo informações a outros consumidores, criando o conceito de buzzmarketing, que é um rastilho que projecta marcas de maneira informal. As pessoas são influenciados pelas opiniões dos familiares e amigos na hora de comprar um produto ou serviço por causa da credibilidade que dão às suas opiniões, pois, ao contrário da publicidade, não existem interesses. Mas o buzz genuíno e duradouro só é alcançado se os consumidores tiverem uma experiência positiva com os produtos e serviços. Desta forma irão criar comunidades de consumidores comprometidos com as marcas, mas este envolvimento atribui uma maior responsabilidade às empresas, pois, em caso de falha, serão penalizado. A Internet impôs um novo modelo de propaganda das mensagens: mais rápido, mais forte e menos controlável, onde as redes virtuais criam ligações invisíveis dentro das suas listas de contactos, disseminando informações sobre produtos de forma extremamente rápida e eficaz.


RP numa Nova Era

Hoje em dia, a forma e a prática de comunicar entre as marcas e os consumidores mudou radicalmente. Com as audiências mais fragmentadas, há que questionar os modelos instituídos, procurando sempre a disrupção, ou seja, a mudança. Um aspecto importante é a criatividade, aplicada tendo em conta os objectivos da marca, para conseguir visibilidade e retorno. As técnicas disruptivas são um óptimo escape para as saturantes campanhas publicitárias que incomodam as pessoas.

Nesta nova era, a empresa pode chegar aos consumidores de forma directa, sem necessitar de jornalistas. Os meios de comunicação continuarão a desempenhar um importante papel enquanto formadores de opinião, no entanto já não de forma tão decisiva. A solução passa por formatar e direccionar a mensagem de forma cirúrgica para causar impacto somente naquele que se pretende. Os media tradicionais deixam de ter tanto protagonismo na esfera pública mediática, ao contrário dos que actuam na internet. Os responsáveis pelas organizações estão a reconhecer e a valorizar o trabalho efectuado e os resultados alcançados pelas relações públicas. Para uma melhor afirmação das RP, a formação académica é uma outra área que terá que ser melhorada. O dinamismo e entusiasmo em torno desta actividade torná-la-á bastante cobiçada e apetecível. Hoje, constata-se que o poder das relações públicas é cada vez maior. Tal virá a ser ainda superior no futuro. Basta para isso que as organizações continuem a apostar na capacidade de criar, inovar, posicionar, diferenciar, comunicar e rentabilizar investimentos.


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