10 de junho de 2011

Nosso sistema ilusório da realidade

 "O espectáculo apresenta-se como algo grandioso, positivo, indiscutível e inacessível. Sua única mensagem é “o que aparece é bom, o que é bom aparece”. A atitude que ela exige por princípio é aquela aceitação passiva que, na verdade, ele já obteve na medida em que aparece sem réplica, pelo seu monopólio da aparência*."

 
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Os futuros profissionais da área da Comunicação Social, precisam ter consciência do “sistema ilusório” da realidade que é essa sociedade do espectáculo, capaz de criar – inventar – a actualidade para que ela se encaixe no modelo ou formato pré-estabelecido. É essa noção que permitirá entrar no mercado de trabalho um pouco menos naïf, conscientes de que a forma de apresentar a informação poderá depender muito mais do interesse do público de que do interesse público.

"A alienação do espectador em proveito do objecto contemplado (que é o resultado da sua própria actividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. A exterioridade do espectáculo em relação ao homem que age aparece nisto, os seus próprios desejos já não são seus, mas de um outro que lhos apresenta. Eis porque o espectador não se sente em casa em parte alguma, porque o espectáculo está em toda a parte*." 


 
*Guy Debord, A Sociedade do Espectáculo, Editora Guy Debord, 2003, p 14

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