3 de janeiro de 2011

Meu Vale das Amarguras



Caminhando pelo vale das amarguras

Senti que o Senhor me havia desamparado

Por sobre estas pedras duras

Meu ser não se sentia consolado


Errando pelo vale das amarguras

Senti que tinha abandonado o Senhor

Sob estas duras pedras

Meu ser contorcia de dor


Solitário na imensidão do vale das amarguras

Joelhos flectidos, doridos por sobre as pedras duras

Um homem procura o caminho de volta

Enquanto seus tímpanos estouram em eco:


“Serás a tua presa e teu predador

O juiz e teu próprio réu

A chave que te abrirá a porta a ti pertence

És o segredo de ti próprio

Não existe coveiro, cada gesto teu um buraco

E a conduta o carcereiro

A esperança morreu antes de nasceres”






2 comentários:

Gabriel Arcanjo disse...

Não me matarei hoje
E nem amanhã...
Minha vida se esvaí, eu sei...
Meu destino é me perder nas multidões,
Estar sempre a partir e a chegar
A nascer e a morrer
Ao sabor das estações...

Na vida não quero ter nenhuma esperança,
Saber que o dia nasce,
E a noite vem,
E a madrugada chega,
E assim por diante...

Portanto não me matarei hoje,
Nem amanhã...

Esperanças vãs?
Sonhos loucos?
Juventude?
Tudo passa!
Num rodamoinho incontrolável
A mudar a paisagem...

Encaremos os fatos,
Nós passamos pelo tempo
Enquanto os dias se repetem
Num desvairado turbilhão
Que nos escapa!

dai varela disse...

@Gabriel Arcanjo
Adorei

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