6 de agosto de 2010

Deverão os alunos avaliar o seu Professor?

Deverão os alunos no ensino superior avaliar o seu Professor? Esta questão tem gerado alguma polémica nos corredores das Universidades. Se alguns defendem que o estudante tem o direito de avaliar o seu Professor, outros contradizem dizendo que os alunos não têm a capacidade ou maturidade para fazer uma avaliação válida.

O que pretende o estudante ao avaliar o Professor no final do semestre ou ano lectivo? Será que essa avaliação é uma forma de expiação ou de vingança? No caso de se tratar de um professor que demonstrou claras deficiências na arte da docência, quais os benefícios reais para o aluno que o avalia somente no final do percurso? Qual a maturidade de um aluno que acaba de chegar do ensino secundário para avaliar o seu professor? Há quem defenda que o universitário deveria começar a apreciação a partir do terceiro ano de curso, numa formação de quatro anos. Só depois desse tempo, defendem, ele terá adquirido a madureza necessária para dizer se um Professor está fazendo um bom trabalho ou não.

Mas, terá o estudante conhecimentos suficientes para julgar a prestação pedagógica e a qualidade profissional dos docentes? Realmente, um aluno que chega do ensino secundário encontra na Universidade um sistema de ensino/aprendizagem diferente. Este choque pode provocar uma avaliação pela negativa pois não está habituado com essas novas exigências. Neste caso, o juízo estaria usando o ensino secundário como modelo de comparação, o que estragaria os resultados. Então, a questão não é se os alunos deverão avaliar o Professor, mas sim, se poderão avaliar.

Por isso, algumas Direcções de Universidades eliminaram a prática de avaliação do Professor por parte do aluno. Talvez por não reconhecerem capacidades no estudante para esta tarefa, ou porque não sabem o que fazer com o resultado dessas avaliações. Acredito que as Direcções desejam aumentar o nível de ensino/aprendizagem das suas instituições. Para isso precisam ter docentes bem cotados e bem avaliados. Mas o que fazer com os Mestres e Doutores com fraco desempenho dentro da sala de aula e que eventualmente venham a ser avaliados de forma negativa? É bom lembrar que o Ministério do Ensino Superior exige um certo número de Mestres e Doutores dentro das Universidades. Então, qual a solução a adoptar? Deixar os alunos avaliarem o Professor e não fazer nada com os resultados ou eliminar a avaliação, pura e simplesmente?

Com a multiplicação de estabelecimentos de ensino superior (e a trabalharem no mesmo horário), a quantidade/qualidade de Mestres e Doutores tende à escassez, pelo que as Universidades há muito que tomaram a sua posição. Nas instituições em que o Professor é avaliado, quem está mais sujeito a sofrer as consequências de uma má avaliação, são quase sempre os Licenciados. Nas outras, finge-se que tudo vai bem. Mas a avaliação não é somente pela negativa. Ela é o momento do aluno reconhecer o mérito do docente. Uma boa avaliação serve também de incentivo e de exemplo a ser seguido na melhoria do desempenho do Professor, melhorando assim, a qualidade da educação e do ensino ministrado.

Por isso defendo que o Professor deve ser avaliado pelos alunos universitários, de forma contínua, desde o primeiro ano e que o resultado dessas avaliações deva ser levado em conta. Não que uma avaliação negativa levasse automaticamente ao despedimento, mas que ela servisse para que o Professor e a Direcção repensassem as suas estratégias, modelos e metodologias.

Ao Professor dá-se a oportunidade de conhecer os seus pontos fracos e melhorá-los e à Direcção a possibilidade de obter um feed-back dos seus alunos/clientes que são os principais publicitários da qualidade (ou falta dela) do seu estabelecimento de ensino.

Deverão os alunos no ensino superior avaliar o seu Professor? Esta questão tem gerado alguma polémica nos corredores das Universidades. Se alguns defendem que o estudante tem o direito de avaliar o seu Professor, outros contradizem dizendo que os alunos não têm a capacidade ou maturidade para fazer uma avaliação válida.

O que pretende o estudante ao avaliar o Professor no final do semestre ou ano lectivo? Será que essa avaliação é uma forma de expiação ou de vingança? No caso de se tratar de um professor que demonstrou claras deficiências na arte da docência, quais os benefícios reais para o aluno que o avalia somente no final do percurso? Qual a maturidade de um aluno que acaba de chegar do ensino secundário para avaliar o seu professor? Há quem defenda que o universitário deveria começar a apreciação a partir do terceiro ano de curso, numa formação de quatro anos. Só depois desse tempo, defendem, ele terá adquirido a madureza necessária para dizer se um Professor está fazendo um bom trabalho ou não.

Mas, terá o estudante conhecimentos suficientes para julgar a prestação pedagógica e a qualidade profissional dos docentes? Realmente, um aluno que chega do ensino secundário encontra na Universidade um sistema de ensino/aprendizagem diferente. Este choque pode provocar uma avaliação pela negativa pois não está habituado com essas novas exigências. Neste caso, o juízo estaria usando o ensino secundário como modelo de comparação, o que estragaria os resultados. Então, a questão não é se os alunos deverão avaliar o Professor, mas sim, se poderão avaliar.

Por isso, algumas Direcções de Universidades eliminaram a prática de avaliação do Professor por parte do aluno. Talvez por não reconhecerem capacidades no estudante para esta tarefa, ou porque não sabem o que fazer com o resultado dessas avaliações. Acredito que as Direcções desejam aumentar o nível de ensino/aprendizagem das suas instituições. Para isso precisam ter docentes bem cotados e bem avaliados. Mas o que fazer com os Mestres e Doutores com fraco desempenho dentro da sala de aula e que eventualmente venham a ser avaliados de forma negativa? É bom lembrar que o Ministério do Ensino Superior exige um certo número de Mestres e Doutores dentro das Universidades. Então, qual a solução a adoptar? Deixar os alunos avaliarem o Professor e não fazer nada com os resultados ou eliminar a avaliação, pura e simplesmente?

Com a multiplicação de estabelecimentos de ensino superior (e a trabalharem no mesmo horário), a quantidade/qualidade de Mestres e Doutores tende à escassez, pelo que as Universidades há muito que tomaram a sua posição. Nas instituições em que o Professor é avaliado, quem está mais sujeito a sofrer as consequências de uma má avaliação, são quase sempre os Licenciados. Nas outras, finge-se que tudo vai bem. Mas a avaliação não é somente pela negativa. Ela é o momento do aluno reconhecer o mérito do docente. Uma boa avaliação serve também de incentivo e de exemplo a ser seguido na melhoria do desempenho do Professor, melhorando assim, a qualidade da educação e do ensino ministrado.

Por isso defendo que o Professor deve ser avaliado pelos alunos universitários, de forma contínua, desde o primeiro ano e que o resultado dessas avaliações deva ser levado em conta. Não que uma avaliação negativa levasse automaticamente ao despedimento, mas que ela servisse para que o Professor e a Direcção repensassem as suas estratégias, modelos e metodologias.

Ao Professor dá-se a oportunidade de conhecer os seus pontos fracos e melhorá-los e à Direcção a possibilidade de obter um feed-back dos seus alunos/clientes que são os principais publicitários da qualidade (ou falta dela) do seu estabelecimento de ensino.

4 comentários:

Ralão disse...

Caro Odair, estás de vento em popa, excelente...

Sou professor Física no ensino secundário há seis anos, e posso te dizer aqui que há um grande esforço por parte dos professores, principalmente do 3º ciclo, em criar essa mentalidade de que, com nossa orientação, eles devam correr atrás dos seus objetivos e que não fiquem a espera que tudo tem que ser dado pelo professor.

Alguns alunos acham que depois de uma matéria, o professor tem que dar 2 a 3 aulas de exercícios até quando não houver mais dúvidas, isso iria incompatilizar com o cumprimento do programa e criaria um comodismo nos alunos, contribuindo para que não fossem pesquisar outros livros ou mesmo na internet.

Mas também o próprio sistema de ensino criou condições de facilitismo. É de salientar também que muitos alunos razoáveis do secundário se tornam grandes alunos na universidade e vice-versa.

O importante é que nós alunos e professores criemos uma reciprocidade de forma a contribuirmos para o aumento da qualidade do ensino no nosso país, através de idéias construtivas e não destrutivas de ambas as partes.

Sem aluno não existe professor e vice-versa.

doris disse...

oi dai...
Penso que os alunos poderão avaliar os seus professores sim, desde que o façam de forma verdadeira, justa e responsável. Que estejam cientes que será apartir dessa avaliaçã que os dirigentes da universidade/escola terão uma ideia do desempenho profissional do docente em causa, que ao ser contractado foi avaliado apenas o lado curricular.
Logo, podes ter a certeza que se dessa avaliação por parte dos alunos sair nota negativo, haverá medidas a serem tomadas sim.
O que mais valoriza uma instituição de ensino é a qualidade e a forma como ela é referenciada aqui fora, e para isso ninguem melhor que as pessoas de dentro (os proprios alunos) para passarem essa imagem. O numero de mestres ou doutores pouco conta, desde que seja uma instituição credivel.

daivarela disse...

Realmente o nosso sistema de ensino não foi feito para que os alunos usem o que apreenderam para criar ou inovar.
Falando da avaliação, no meu caso (Universidade Lusófona de Cabo Verde), já vou em dois anos e nunca tive a oportunidade de fazer a avaliação aos professores.
Não sei o porquê, pois nunca foi-nos comunicado. Espero que essa situação mude para o próximo ano.

Albinda disse...

Isso ja se faz rapaz em varios paises do mundo ocidental, na Alemanha, Inglaterra, Estados unidos ou França. Eu pessoalmente nos meus tempos de estudante cheguei a avaliar com notas negativas um dos considerados maiores cérebros da Europa e o gajo nao gostou e foi um escândalo entre os professores e estudantes.

Mas o problema é que o gajo escudado na sua fama e catedratico jubilado com duas culturas linguisticas pois nasceu na Alemanha e cresceu em França, dizia escudado nisso ele fazia as conferências repetindo sempre as mesmas patranhas e falava com uma falta de rigor do caraças, dando exemplos sem pés nem cabeça dos dois paises, ora exagerando as capcidades deste ora do outro.

So que eu também conhecia os dois paises por ter estudado e vivido neles, tive entao que contradizer o gajo e falando com ele nas duas linguas para ele ver que eu sabia do que estava a falar, e tudo isto em plena sala os estudantes a ouvirem, como é evidente o gajo nao gostou e começou a odiar-me.

Alias fui chamado pela direcçao para me dizer que eu nao podia estar a falar assim com uma das maiores autoridades universitarias da Europa, com toneladas de livros de Historia e de Politica escritos referência em todo o mundo. 
Eu disse sim é verdade, mas as aulas que ele da e provei nao têm nada a ver com os livros que ele escreveu e com as asneiras que ele diz de Alemanha e da França, o que provei tmabém.

No fim do ciclo de confereencias do tipo que no fundo por causa da sua binacionalidade cultura era um peneirento do caraças chegando mesmo a gozar com os seus colegas franceses que so tinham a cultural francesa, dizia no fim foi-nos distribuido um formulario para a gente avaliar o professor e so lhe dei notas negativas e no espaço em branco para comentarios demoli, sempre com provas o dito cujo.

Claro que em França isso existe mas é so par inglês ver, pois na pratica nao tem efeito nenhum. Mas na Inglaterra por exemplo, os professores nalguns estabelcimentos de ensino sao avaliados  e ha casos em que foram despedidos por terem sido avaliados negativamente. Mas ha também prémios para aqueles que sao avaliados positiviamente.

Conclusao: se o professor pode avaliar o aluno ou estudante e estragar-lhe até a vida futura com um chumbo, porque nao o vice versa? Porque é que os estudantes nao hao-de também de avaliar positiva ou negativamente os seus professores e se for necessario quando sao maus fazer-lhes mesmo processos disciplinares com despedimento.

Por exemplo oiço dizer que ha professores que vao dar aulas bêbados e que profissionalmente sao mediocres - volto a falar nas avaliaçoes que Alvarenga tem feito do ensino universitario - mas entao porque nao despedi-los, porque que nao suspendê-los por um determinado tempo, sobretudo se formam alunos mediocres e suficientes.

Sim numa turma por exemplo onde determinados professores nao conseguem uma certa taxa de aprovaçoes nos exames e passagem de ano dos seus alunos, esses professores devem ser tambem sancionados.

Quando um professor é bom ou muito bom, estatisticamente falando a taxa de boas notas dos seus estudantes é também boa e alta. Isto é uma lei mecânica, fisica provada em laboratorio cientificos.

Al Binda

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