12 de novembro de 2011

Um espectáculo com Hernani Almeida e os "Afronamim" é outra coisa

Hernâni Almeida "nas caalma"
Mesmo para quem já tinha ouvido e apreciado os dois álbuns de Hernni Almeida (Afronamim e Caalma) não poderá ter ficado mais que encantado com o show ao vivo do guitarrista com a sua banda “Afronamim” no Auditório do JotaMont, em Monte Sossego (Mindelo). 

Ao actuar num palco que tão bem conhece e que melhor ainda o recebe, Hernâni descontraidamente, (muitas vezes com o pé descalço para melhor controlar o painel no chão) foi passeando sua classe. Tocou e encantou com um estilo de música que, noutras conversas com ele, já havia admitido não saber definir. Quem o ouve consegue identificar fragmentos de rock (herança da sua rebeldia dos tempos que tocava rock n’roll no seu grupo “What”), mas também coladeira, funaná ou a sua vertente mais clássica e jazz adquirida na Conservatória de Música do Porto. Engraçado é que ele me dizia que não sabia tocar mornas tradicionais como o Bau ou o Voginha sabem porque aprenderam de família mas que por ter descoberto a música sozinho fazia com que tivesse uma perspectiva completamente diferente. Verdade. Diferente e complicado. E bom… muito bom. 

Ele que procurou fazer música sem tentar definir um estilo porque sabia que as pessoas iriam rotulá-lo viu mais uma vez durante o espectáculo qual a recepção por esta ousadia: um público constantemente a bater palmas e duas ovações de pé da assistência. 






Veja o vídeo “Asanga” do Hernâni Almeida produzido no Mindelo

Um grande artista que sabe compartilhar o espaço do palco e isso viu-se nos incríveis diálogos musicais entre sua guitarra e o baixo de Vando ou entre sua guitarra e a “nave espacial” (os vários instrumentos de percussão) do seu “cumpadre” Ndú. Outra conversa boa de se ver e ouvir foi com os teclados de Khali que mostrou ter conseguido aliar técnica e velocidade para alcançar um excelente som. Este é um grupo de jovens artistas extremamente talentosos que ainda irão trazer muito mais coisas boas para a música de Cabo Verde. 

Um espectáculo onde Hernâni e os “Afronamim” conseguiram viajar no palco e improvisar dentro das músicas já editadas oferecendo uma noite de prazer e muita boa música. Muito obrigado.

Com Hernâni e a equipa de produção do seu DVD

10 de novembro de 2011

Como conquistar uma crioula: quando as más vibrações são boas

Pensa que ela é feia e dizes que é bonita
O grande erro quando se está a conquistar uma crioula é aquele ar de babaca e sem jeito que ficas ao encontrares a rapariga em algum lugar. Quando começas a elogiar então é que a coisa desanda mesmo. 

Vamos fazer um pequeno exercício: lembras-te de quando quiseste fazer um elogio e o melhor que saiu foi “tens um sorriso lindo” ou “tens uns olhos bonitos”? Original, não? Se respondeste que sim é porque realmente precisas deste curso. Precisas saber que elogiar uma crioula requer três coisas: 

Primeiro: estar atento – tens que conseguir reparar naquilo que ela esforçou-se para conseguir o resultado. Ter olhos ou sorriso bonito é uma dádiva da Natureza que ela não fez nada para alcançar. Mas preste atenção se ela pintou o cabelo, fez as unhas, colocou um brinco que combina com a bolsa (ou com o sapato ou telemóvel, porque elas são capazes de combinar cada coisa…). Talvez ela tenha feito as sobrancelhas e se disseres que valeu a pena o sofrimento para estar mais linda ela irá apreciar (agora à sério, as mulheres são doidas de arrancar aqueles cabelinhos um por um com uma pinça ou alicate). 

Segundo: timing – é importante fazer o elogio antes que ela ou outra pessoa faça notar a mudança. Dica: se perderes este timing, fica calado. Ainda, há momento que deve-se evitar o elogio: quando ela está com pressa, quando ela não parece que está a sentir-se bem consigo própria (estranho não? Mas as crioulas são mesmo estranhas). 

Terceiro: as más vibrações – este é o ponto crucial num elogio. Ao contrário do que possa parecer, ao fazeres um elogio as tuas vibrações não devem acompanhar as tuas palavras. Não estou dizendo com isso que deves mentir mas sim que deves mentalizar ou focar as tuas vibrações nos seus defeitos e elogiar suas virtudes. Eu sei que é uma técnica difícil de alcançar mas, eh, quem disse que conquistar uma crioula era tarefa fácil? 

É preciso compreender que as vibrações fazem parte do jogo de sedução e é preciso alguma sensibilidade para conseguir captá-las e usá-las em teu favor. Se no momento do elogio as tuas vibrações acompanham as palavras, tu te tornas num livro aberto: sem mistério. Não podes demonstrar que estás completamente disponível porque isso a faz perder o interesse pelo desconhecido e traz ou outro problema. 

Quando elogias uma crioula e a colocas lá em cima – com vibração e tudo – o efeito pode ser completamente oposto do desejado. Inconscientemente ela pensa que se é tão boa assim, o melhor é procurar um parceiro mais à sua altura (que não és tu) e não é o que queremos. 

Resumindo, a técnica é estar com atenção, ser rápido no elogio e usar as más vibrações. 

Por exemplo: estás junto da crioula, pegas na sua mão e pensas “essa menina deve ser família do Drácula” e falas “tens uma mão suave”.


Aventuras da Aninha [Capítulo 7]

Cheguei em casa com um sentimento de alívio mas encontrei meus pais no meio de uma discussão: 

- Já te disse que não vamos fazer nenhum guarda-cabeça

- Tens de compreender – explicava a mamã – isso faz parte da tradição. 

- Mas querida – disse – hoje em dia já não existem bruxas. As feiticeiras antigas aproveitaram-se da ignorância das pessoas e da falta da electricidade. 

Papá parecia estar a levar a melhor com seus argumentos. 

- Por isso hoje em dia já não é preciso temê-las – concluiu. 

Mas a mamã não é mulher de se deixar vencer facilmente e por isso ela decidiu usar sua arma secreta: 

- Mas amorzinho… - e fez aqueles olhinhos que papá não conseguia dizer que não – tens que respeitar a tradição e se for para protecção do nosso filho teremos de o fazer. 

- Se quiseres fazer o guarda-cabeça – disse papá meio a brincar – vais ter que chamar nha Madalena. 

- Quase que tu estás doido – gritou ela – não vou chamar uma bruxa para ajudar-me a preparar um guarda-cabeça

- Mas é justamente por isso – brincou – como ela já conhece da matéria… ninguém melhor para te ajudar. 

- Que bom – pensei – vai ter festa.


Capítulo 6 ... Continuarei quando tiver vontade

8 de novembro de 2011

Uma noite com os Ninjas

Ninjas - Embrião da Brigada Anti-Crime BAC
Depois de seis meses de actuação dos polícias “Ninjas” e mais de oito mil e 886 suspeitos abordados e revistados na via pública, as noites do Mindelo (em São Vicente) parecem bem mais calmas. Para comprovar isso  acompanhei o embrião da Brigada Anti-Crime (BAC) na ilha do Porto Grande em mais uma operação para manter a ordem e a tranquilidade.

Para sair nas actividades operacionais, a segurança de todos é uma questão levada a sério . Até mesmo o repórter é obrigado a usar colete à prova de balas porque, durante as operações, já foram apreendidas armas de fogo e armas brancas. Nalguns casos até já foi preciso disparar rajadas de metralhadora para o ar para intimidar os bandidos.

“Chegámos a este extremo porque estávamos a ser atacados com pedras e garrafas na zona de Cova (Monte Sossego), onde está identificada uma gang”, diz o Subcomissário da PN, Roberto Fernandes, o único membro do grupo autorizado a mostrar a cara.



Este avança ainda que os tais disparos aconteceram logo nos primeiros tempos com a intenção de amedrontar os meliantes mas que agora quase que não encontram gente armada na rua. “Infelizmente para os delinquentes, não nos ensinaram a temer mas sim a enfrentar o perigo”, diz Fernandes, orgulhoso dos resultados conseguidos pelos Ninjas, forma como a população passou a conhecer os elementos da BAC.


PRESERVAR A IDENTIDADE COM MÁSCARAS

Equipados com bastões que colocam nas costas atrás dos coletes e máscaras para protegerem as suas identidades, os “Ninjas” nunca começam suas actividades sem antes darem seu grito de guerra. Ao contrário dos seus colegas da BAC na capital, a esses elementos não é permitido revelarem que fazem parte desta Unidade.

O Subcomissário justifica que São Vicente é um meio pequeno e é preciso proteger os polícias e seus familiares, evitando qualquer possível tentativa de intimidação. “Se tivessem adoptado esta estratégia na Praia talvez a BAC teria conseguido melhores resultados pois o ser humano teme tudo aquilo que desconhece”, diz Fernandes que reconhece que a intenção era colocar a máscara apenas no início mas como está dando bons resultados vão mantê-lo por mais algum tempo.


O “CÃO NINJA” AJUDA NAS OPERAÇÕES

Cão Ninja ajuda na apreensão de cerca de 135
pequenas porções de estupefacientes (marijuana,
cocaína, pedra de craque e haxixe)
A táctica de actuação dos “Ninjas” é eficaz: identifica as zonas consideradas “pontos negros” por serem focos de vários problemas e pela presença de gangs, como os casos de Ilha de Madeira, Ribeirinha, Cova, Passarão e Fonte Inês/Espia, a abordagem é feita sempre em alta velocidade. Os carros param bem longe do local e as equipas de “Ninjas” saem em coluna em marcha acelerada. Para aproveitarem ao máximo o efeito surpresa, os agentes muitas vezes percorrem rochas íngremes na maior escuridão até conseguirem alcançar o suspeito. É então que começa o “pente fino”, ou seja, todos os suspeitos são colocados com as mãos na parede e revistados. Nem mesmo mochilas ou bolsas escapam. No caso de haver indícios de consumo ou tráfico de drogas no local, entra em acção o “cão ninja”, para farejar a presença de estupefacientes, com provas dadas da sua eficiência. 


MAIOR SENSAÇÃO DE SEGURANÇA

968 indivíduos conduzidos às Unidades
Policiais para identificação e 80 detenções
em flagrante delito
“O resultado desta estratégia é visível quando podemos comparar que no início da nossa actividade fazíamos até 200 detenções numa noite e agora chegamos a ter vários dias sem nenhuma”, afirma o Subcomissário.

É esta atitude mais pró-activa que Fernandes aponta como uma das razões para a diminuição do número de pessoas encontradas armadas e para o aumento da sensação de segurança entre os mindelenses. “É possível constatar a diminuição da actividade dos gangs e também do número de pessoas vítimas de “caçubody” ou assaltos desde o início das operações”.

Este combate à criminalidade feito tendo em conta “uma nova realidade” e que resultou na detenção em flagrante de delito de oitenta indivíduos. Também foram apreendidas 135 pequenas porções de estupefacientes (marijuana, cocaína, pedra de craque e haxixe) e vários outros artigos durante as operações. Fora as armas de fogo e brancas recolhidas ao longo destes meses.


“É PRECISO OUTROS INCENTIVOS!”

Mas na realidade os “Ninjas” ainda não são uma Brigada Anti-Crime como acontece na Praia, mas apenas um “embrião”. Foi criado com os recursos do Comando da PN em São Vicente, sendo composto por agentes com treino específico e que estão de forma provisória até que sejam criadas as condições efectivas.

Mais de 8886 suspeitos abordados e revistados
na via pública em seis meses
Apesar de trabalharem cerca de dez horas diárias e de ainda não receberem o subsídio de risco, os Ninjas dizem-se motivados para restabelecerem a sensação de segurança na ilha. “Em termos de meios, hoje estamos melhores, apesar de ser necessário algum aumento mas agora é preciso outros incentivos”, explica Fernandes que garante a “total motivação” da Unidade para continuar a luta contra a criminalidade em São Vicente.

O resultado disso tudo é uma Polícia bem vista pela população e uma ilha, São Vicente, que hoje dorme bem mais tranquila que há algum tempo atrás.


7 de novembro de 2011

Aventuras da Aninha [Capítulo 6]

Ao que parece o bebé acordou melhor e com isso o ambiente em casa também. Já todos mostravam-se mais bem-dispostos quando cheguei para tomar o café da manhã. 

- Bom trabalho – despedi-me ainda com um último pedaço de pão na mão – já fui para a escola. 

- Então tchau – respondeu-me papá com uma fatia de pão à espera da manteiga -, vai com cuidado na estrada. 

- Tchau!? – admirou-se mamã – e o meu beijo? 

- Que bom – pensei – estava tudo de volta a normalidade de sempre. 

Sabes daqueles dias em que parece que és o centro da atenção? É… hoje parece ser um deles. Claro que não é todos os dias que se ganha um irmãozinho. Só faltava-me dar autógrafos. Mas como já se sabe há sempre os invejosos que não gostam da felicidade dos outros: 



- Então bruxinha… não tinhas dito que era uma irmã? 

- Ah… esteja calada sua… - achei melhor não terminar a frase porque ela já estava com o mesmo aspecto daquela vez que me deu uma palmada na cara. Essa não consegui prever mas desta vez meus poderes conseguiram alertar-me a tempo. E depois, que culpa tenho eu se quando amarra o cabelo a parte de trás lembra-me um queijo bolorento? Deram o sinal para entrarmos. Salva pelo sino. 

Infelizmente o sino não pareceu tê-la desmotivada pois lá estava ela a fechar-me na mão. E isso só queria dizer uma coisa: depois da escola haveria briga. 

Perto do final da aula joguei a minha última cartada: 

- Senhora professora posso ir à casa de banho? 

- Não podes esperar até o final da aula, Ana Luísa? – estranhou ela. 

Respondi-lhe que não e ela concordou. Levantei-me e fui de lado até a porta sentindo-me a alguns passos da liberdade. 

- Ela está saindo com a pasta senhora professora – ouvi aquela voz horrível lá do fundo. Meu Deus, como odeio essa menina. 

- Mas deixa a pasta aqui – declarou ela. 

- Agora que estou feita ao bife – pensei assustada. 

Na saída da escola e para meu horror lá estava aquela monstra a minha espera para fazer papas da Aninha. Todos nosso colegas nos cercaram a cantar: 

- Guerra!... Guerra! 

Ela atirou a pasta para o chão e com os olhos grilidos gritou: 

- Se és mulher que veste cuecas salta aqui no largo. 

A confusão deve ter despertado alguma atenção pois ouvia-se uma voz autoritária a mandar-nos dispersar e ir para casa. Nunca fiquei tão feliz por ver uma professora de Matemática.

Diva enfrenta os palcos do mundo

Diva Barros vive, actualmente, numa roda vida. O seu primeiro CD, “Palco d’Vida”, praticamente a colocou no mapa internacional. Durante sua recente passagem por São Vicente e entre dois concertos, Diva fala sobre essa nova experiência.

Diva leva 'Palco d'Vida' pelos palcos do mundo
Com uma agenda cheia na promoção de “Palco d’Vida”, Diva afirma que ainda não descansou mas também, “sinceramente”, não está interessada em parar. “Fiz o lançamento em Lisboa e em diversas cidades dos Estados Unidos da América, no Brasil e em Angola. Já tinha feito o lançamento no Mindelo e agora tenho agendado várias cidades da Europa”, afirma.

Um dos locais que ainda não se apresentou é na cidade da Praia, mas Diva quer muito cantar na capital antes do final do ano, apesar de ainda não ter data certa.



PELA ALDEIA GLOBAL

Devido aos vários espectáculos, Diva dedica-se agora o tempo inteiro à música e quase que não pára em Cabo Verde. “A partir do momento em que decidi fazer este CD nunca mais tive tempo para trabalhar no meu escritório. Ando fora permanentemente em ensaios e shows porque para que meu ‘Palco d’Vida’ ande nos palcos do mundo eu tenho que sair muito”, conta com alguma alegria, ela que também foi co-produtora musical e produtora executiva do álbum.

“Financiei meu CD por opção própria, com alguns patrocínios, e estive todos os dias no estúdio para que não houvesse um desvirtuar daquilo que eu queria”. Todo o processo de produção durou quase nove meses e esta é uma das razões que Diva considera que “pariu um filho” com este álbum de estreia. “Palco d’Vida” é um álbum que talvez não consiga ser “amor a primeira vista”, nas palavras de Diva, mas que se escuta e percebe-se que há um trabalho bem feito, tanto mais que contou na produção musical com o premiado instrumentista, Hernany Almeida.

“Há muito tempo que o tinha escolhido e só estava a espera que ele tivesse tempo de estar em Cabo Verde para iniciarmos os trabalhos”, conta Diva que aprecia a sua capacidade musical, versatilidade e irreverência. “Considero Hernany a pessoa que consegue ir buscar meu estilo. Apesar de ser uma crioula cabo-verdiana e cantar Cabo Verde, eu tenho meu estilo próprio que não é aquela muito tradicional”.


NÃO HÁ DINHEIRO...

Depois de alguma pesquisa por vários estúdios em outras paragens, Diva decidiu fazer a captação do som no Mindelo muito por causa da estabilidade que o estar na terra proporciona ao artista. “É outra firmeza, diferente de lá fora onde não tenho meus amigos e família”, garante a cantora para quem colocando na balança o preço e o conforto, “não há dinheiro que pague” o estar ao pé de casa e São Vicente já tem essa áurea de música. Até o “feeling” é diferente, brinca.
São Vicente tem outro feeling

Um álbum que tem um repertório, tal como seus shows, feito não só na base daquilo que gosta. “Tanto é que há músicas que gosto mas sei que minha voz não é a mais apropriada”, explica dizendo que procurou ter uma maioria de músicas inéditas e algumas composições já gravadas que sentiu que combinavam consigo e com toda a estrutura do CD.

“Quando se escolhe o repertório do primeiro trabalho fica difícil seleccionar porque a partida gosta-se de todas as músicas”, afirma Diva que não nega a preferência para “Nha Bijou” por ser da sua autoria. “É a primeira letra que escrevi na minha vida há uns anos atrás e que trouxe para este meu lançamento. Há um gostinho especial por ser eu a autora, mas todas me tocam.”


MULHER SEMPRE APAIXONADA

A cantora caracteriza-se por estar “sempre apaixonada” e isto se reflecte na sua música e na sua paixão por Cabo Verde e Mindelo. “Palco d’Vida nasceu do fruto da minha andança pelos palcos do mundo. Na verdade, este é o resultado dos palcos, prémios e aplausos das pessoas que me encorajaram.”

Vencedora por duas vezes do prémio Cesária Évora na “Gala Nôs Música” em São Vicente para melhor voz feminina (2005 e 2007) com a votação do público e do júri, Diva passou muitos anos a cantar em várias paragens antes de lançar este CD. “Estes prémios ganhei-os num palco muito especial porque foram no Mindelo e era a primeira vez que se fazia um evento de valorização de vozes na ilha. Claro que prémios como estes contribuem para engrandecer e acrescentar mais responsabilidades à nossa carreira”, afirma.

Um álbum feito com “altas expectativas e confiança” e que tem feito valer a pena os “momentos de fama” que acontecem em cima do palco nos “instantes gostosos” que é conseguir passar a mensagem ao público através da música, como conta Diva que procura expressar-se com entusiasmo e amor nas suas interpretações.

Neste momento a cantora prepara-se para levar “Palco d’Vida” para Angola e depois Europa, numa agenda cheia de compromissos.



Biografia dm Criole by Diva Ouvir 'Biografia de um crioulo' na voz de Diva
Esse Pas by Diva Ouvir 'Ess país' na voz de Diva

Visite a página oficial da Diva: http://www.divagomes.com


6 de novembro de 2011

Vou escolher os melhores de São Vicente

São Vicente prepara-se para eleger os seus melhores em várias categorias e recebi o convite para ser uma das pessoas a eleger os nomeados do concurso Gala Mindel Prémio 2011. 


Este evento tem como objetivo galardoar e distinguir as pessoas, instituições e obras são vicentinos, no território mindelense, que se destacaram no seu âmbito profissional ou amador. A selecção dos vencedores dos prémios baseia-se na escolha de uma Comissão de Notáveis que distinguirão as revelações do ano nas várias categorias.

Todas as pessoas poderão votar nos nomeados escolhidos a partir de 22 de Novembro, seja através de mensagem móvel, telefone ou pelo site e os prémios serão entregues a 22 de Dezembro. 
Para ver o site click aqui ou visite: http://galamindelpremio2011.no.comunidades.net/

A minha maior dificuldade na escolha prende-se com as categorias de Grupo Musical (porque em São Vicente já quase que não existem grupos constituídos ficando somente por alguns artistas que se reúnem quando há um evento) e Grupo de Dança (só conheço um e esse ainda não tem qualidade para receber um prémio de mérito). Outra dificuldade é o “mundo da moda” na nossa cidade que não tem grande projecção pelo que fica difícil fazer esta nomeação. Mas vamos lá! 


Descrição das categorias da Gala Mindel Prémio 2011 

· Desporto 

Melhor Atleta Feminina 

Melhor Atleta Masculino 

Melhor Treinador de Futebol - época 2010/2011 

Melhor Futebolista do Ano - época 2010/2011 

· Moda 

Melhor Modelo Feminina 

Melhor Modelo Masculino, 

Melhor Estilista 

· Música 

Melhor Intérprete Individual Feminina 

Melhor Intérprete Individual Masculino 

Melhor Grupo 

Melhor Instrumentista 

Melhor Compositor, 

Melhor Música do Ano 2011 

· Teatro 

Melhor Actor 

Melhor Actriz 

Melhor Peça 

· Comunicação Social 

Melhor Locutor Radiofónico 

Melhor Programa Radiofónico 

Melhor Jornalista 

Melhor Programa Televisivo 

Melhor Programa Repórter 

· Melhor Casa Fotográfica 

· Melhor Empresa de Serviço Público 

- Prémio Espaço de Diversão Nocturna (Discoteca) 

· Melhor Grupo Dança 

· Melhor Entretenimento (DJ) 

· Melhor Artista (Pintura e Escultura) 

· Prémio Escola do Ensino Secundário 

Melhor Aluno (não votar, irá ser premiado por Mérito pela Delegação do Ministério da Educação) 

· Melhor Casa de Espectáculo 

· Melhor Instituição Social 

· Prémio Revelação/Criatividade (o que foi feito neste Ano em São Vicente que merece um prémio) 

· Prémio Melhor Casa/Empresa Comercial 

· Prémio Mérito e Excelência (Dr. Isaura Gomes ou Dr. Onésimo Silveira)

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