17 de outubro de 2011

Como Conquistar uma Crioula: Quanto mais NÃO, melhor!

Prepara-se para receber NÃO!
Este texto faz parte de uma série de capítulos. Para ver o primeiro capítulo click aqui.


Hoje vou falar de uma técnica especial porque na verdade o seu objectivo é conseguir uma crioula, só que recebendo um NÃO como resposta. Explico: quanto mais respostas negativas receberes de outras mulheres, melhores serão as tuas chances de conseguires um SIM da crioula que queres. 







Deves encarar esses NÃOS como um aprendizado e não como uma derrota para te frustrares e desistires. Já deves ter consciência que isso não é só chegar e mandar umas frases e já está. É preciso ter uma “cara podre” na hora da conquista e esta auto-confiança só é ganha através da vivência das várias situações possíveis. A meta é conseguires uma média de 10 NÃOS por dia. 

Escolha todo o tipo de mulheres: novas, quarentonas, solteiras, casadas, expansivas ou tímidas. O importante é aumentares o teu poder de encaixe com negativas de crioulas que (aparentemente) não te interessam. Assim, quando estiveres a fazer uma investida à serio terás um melhor jogo de cintura no caso daquela que tu queres não se mostrar muito interessada na tua conquista. 

Por isso esqueça a tua timidez e começa a meter falas ao maior número de crioulas que encontrares pela frente. O bom desta técnica é que sais de casa convencido de que não irás conseguir nada e como já dizia o ditado: “quem nada espera não se decepciona”, logo, no fim do dia podes dormir descansado e sem pesadelos. 

O problema que se coloca é se conseguires um SIM nestas tuas tentativas. Bom… disso falamos depois. 



16 de outubro de 2011

15 de outubro de 2011

Fases de uma Catchupa

Até que a cachupa esteja saborosamente pronta no teu prato ela passa por várias fases. Tudo começa com pauladas firmes no p'lon [pilão] até conseguir separar a película do milho no processo que se chama cutxi midje. Deve-se bater com o pau durante cerca de meia hora. Enquanto isso vai-se falando das últimas fofocas da vizinhança.



Depois do milho cutxide é preciso separar a película dos grãos que irão para a panela. Este processo é feito com a ajuda de um balaio e chama-se tent-té midje.



 

Com o milho pronto é altura de cozinhar juntamente com carne de porco, peixe, feijão, mandioca, batata-inglesa, batata-doce, inhame, abóbora, repolho, couve, cenoura, toucinho para comer ao almoço ou jantar. Logo de manhã cedo coloca-se somente o milho – sem o caldo – na frigideira e faz-se cachupa guizada. Bom apetite.



Queres um pouco?



12 de outubro de 2011

“Pesca industrial está em declínio”, alerta Carlos Ferreira Santos

Carlos Ferreira Santos, operador do sector das pescas e membro do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), fala sobre as dificuldades do sector que é “muito mal entendido” carente de financiamento e investimentos. E aponta vantagens do novo acordo de pescas entre Cabo Verde e União Europeia (EU).


Acredita que o acordo de pescas assinado por Cabo Verde e a EU tem vantagens para o país?
Carlos Ferreira Santos - Economista

Carlos Ferreira Santos - Esse contrato tem que ser vantajoso, até porque de outra forma Cabo Verde não o assinaria. Acredito sim que este é um acordo bem estudado e deriva de uma longa relação com países da EU. Mas é óbvio que os 435 mil euros de contrapartida que recebemos não é muito e os 110 mil euros para investir no sector pesqueiro é um valor muito insuficiente para as nossas necessidades. Já é qualquer coisa mas está muito aquém das necessidades que efectivamente este sector tem. Mas claro, também não será somente este acordo com a EU que será a salvação para as necessidades que o sector da pesca possui - são precisas outras fontes de financiamento.




Qual o maior benefício para o nosso país?

São muitos, mas para mim o maior ganho é a obrigatoriedade de ter parte da tripulação composta por cabo-verdianos. E isso para nós é extremamente importante porque as divisas que eles transferem para o país ultrapassa um milhão de euros anuais. Se por outro lado decidimos que este acordo não é vantajoso para nós e que não queremos cooperar com a EU, onde é que empregaríamos os mais de quinhentos marítimos-pescadores nacionais? De se notar que só de São Vicente temos mais de cem pessoas nos barcos de pesca industriais, muitos deles nem sequer pescam nas águas de Cabo Verde.


Condicionantes

Como está o sector das pescas na região norte?

Tínhamos que dividir isso em várias pescarias. Mas vale a pena falarmos da pesca industrial do atum e do gaiado. Neste ano conta-se - e também vê-se – que a pesca do atum tem sido extremamente fraca. Sabemos que é um peixe sazonal e migratório e temos uma série de condicionantes na sua pesca mas também é verdade que há cada vez menos capacidade para procurar este atum. Temos vindo a fazer um alerta de que a pesca industrial está em declínio e por isso é preciso investimentos fortíssimos. Se conseguirmos fazer isso, se remodelarmos a nossa frota e criarmos capacidade própria, então sim, poderíamos inclusive questionar se devemos manter os acordos de pesca nos volumes e quantidades actuais.

Outro grande constrangimento do sector é sem dúvida o preço do combustível que só tem vindo a subir e que neste momento já contribui com quase setenta porcento do custo do funcionamento de uma embarcação de pesca. Entretanto, o preço do peixe não acompanhou essa evolução, ou seja, os armadores e pescadores perderam competitividade, são hoje mais pobres. Por isso acredito que é preciso um debate urgente para se entender o quão dependente é a pesca do combustível e aplicar políticas mais acertadas para viabilizar este sector. Igualmente, outro grande constrangimento é a falta de isco vivo (cavalinhas, chicharro ou melon). 


Cabo Verde não tem este tipo de peixe para servir de isco?

Tem alguma quantidade, mas está longe de ser suficiente e como já mencionei, muitas vezes há uma dessincronização entre o isco e o atum. Mas também é claro que não podemos comparar a produtividade em termos de pequenos peixes na costa do continente e nas nossas águas, pois lá ela é muito maior. Inclusive é possível encontrar pequenas indústrias que servem a várias companhias onde pode-se chegar e comprar o isco, sem necessidade de perder tempo útil a pescar o isco.


Já lá vão quase três anos e só agora é assinado o contrato de construção do Entreposto Frigorífico do Porto Grande. Como tem sido a situação de conservação do pescado?

A disponibilidade de instalações de conservação do peixe tem sido outro grande problema. Para se ter uma noção, o Complexo de Cova de Inglesa, que é o único local neste momento com capacidade frigorífica para receber, congelar e armazenar o produto da pesca, tem uma capacidade que dois ou três barcos industriais podem encher em dois ou três dias se houver disponibilidade de isco e atum. É uma situação difícil porque primeiro há períodos de escassez, mas depois quando há abundância, pode-se pescar de tal forma que não há espaço para conservação. Felizmente as conserveiras têm lutado para conseguir algum espaço próprio de conservação do seu produto, caso contrário seria o caos.


Renovação da frota: urgência que se impõe

Como é que a região norte conseguiu sobreviver sem a INTERBASE nesses últimos três anos?

A verdade é que, em termos de pesca industrial, quase não conseguimos sobreviver e não 
Investir nas pescas é garantir o futuro do sector
é só por causa da perda da INTERBASE. Nota-se claramente que a pesca industrial, principalmente a do atum e do gaiado, está em declínio desde então e corre o risco de desaparecer se não conseguirmos renovar a frota, vencer o problema do isco e do combustível a um preço acertado.

Neste ano, em toda a região de barlavento, não deverá ter havido mais do que quatro ou cinco barcos tentando fazer a pesca do atum, quando há alguns anos atrás eram mais de trinta barcos industriais na faina. Agora com a nova INTERBASE a ser construída e os Cabo-verdianos sem barcos industriais, quem vai viabilizar essa grande industria de frio? A frota estrangeira, é claro. Portanto é preciso criarmos condições para os Caboverdianos capacitarem-se, temos que urgente pensar formas de resolver estes problemas.


Porque é que não houve uma reclamação mais firme do sector das pescas em relação a esta situação?

Porque é uma questão complexa. A pesca é muito mal entendida no nosso país, quase todos pensam que o sector das pescas é um sector inviável, que não vale a pena os investimentos e não reparam sequer que este sector, para além de garantir a alimentação básica da população, pois é da cavala e do atum que o povo vive, este sector cria milhares de postos de empregos e contribui com mais de oitenta porcentos das exportações deste país.

Eu devolveria a pergunta: porque é que a União Europeia quer pescar aqui? Será para perder dinheiro? Claro que não! Ou seja, este é um sector que tem uma potencialidade incrível, que vale a pena entender e apostar fortemente, criando oportunidades e capacitando os cabo-verdianos para serem eles a ganharem desta situação.



Publicada (também) no Jornal A NAÇÃO Nº 214









5 de outubro de 2011

Como conquistar uma crioula? - Preparativos Iniciais

Siga as dicas e consiguirás uma assim para ti.
Inspirado na dificuldade do meu amigo Toys em conseguir fisgar uma crioula resolvi escrever e dar umas dicas de como ter sucesso numa conquista deste ser deslumbrante, linda e gostosa que é a mulher caboverdeana. Sei que há muitos outros homens com semelhantes dificuldades no cortejo dessas criaturas que são o resultado da mistura de uma linhagem da realeza africana com reles mercadores europeus para criar esta sensualidade cor-de-terra, por isso resolvi transmitir um pouco do savoir faire. São técnicas secretas que muitos crioulos bem sucedidos usaram na arte da sedução que agora revelo depois de muita pesquisa e experimentação. Sei que corro um sério risco ao revelar tamanho segredo mas como sabem não sou forte mas sou mau, por isso aqui vai.





Antes de seguir em frente tens que ter em mente a regra N.º 1 deste curso: não contestar a minha autoridade. Isso porque o que vou-te falar são técnicas provadas e comprovadas pelo que se seguires à risca, a tua chance de terminares a noite nos braços de uma crioula estará próximo dos 100%.

Primeira fase: preparativos iniciais

Antes de saíres à caça há alguns preparativos a fazer. Você se sente fora de forma, ou sente que é um homem feio? Bom, se te sentes assim, provavelmente és assim! Mas o bom disso tudo é que há solução para o teu problema e não é preciso nenhuma poção mágica ou pílula vermelha. Tu não precisas ser, só precisas dar a entender que naquele momento és. Saiba que a maioria das crioulas não se acha bonitas nem gostosas, e é aqui que tu ganhas pontos pois elas precisam de duas coisas: de um homem cheio de auto-confiança e de um homem que as faça massagem no lugar certo – o ego feminino (vou ensinar mais para a frente como não dar conquistas sem originalidade).

IMPORTANTE: as crioulas são atraídas por homens que fazem sexo regularmente. Nosso corpo emana uma ferremenoma (só captado pelo nosso sexto sentido mas que só explicarei numa lição mais avançada), e esta substância indica ao sexo oposto – cuidado porque os homossexuais também a sentem - que somos uma pessoa sexualmente activa. O cérebro da crioula inconscientemente pensa assim: “se ele é sexualmente activo é porque ele deve ser bom naquilo” e torna-se um pouco mais disponível, mesmo sem o saber.

Mas – perguntas-me – se estou a procura de sexo, como é que vou emanar esta tal de ferremenoma? Bom, a solução será praticares muitos trabalhos manuais – masturbação, por outras palavras – porque esta substância não é libertada pelo acto sexual em si, mas sim pelo teu cérebro. Através do bom e velho hábito de te esconderes na casa-de-banho e fingires que estás a tomar banho podes alcançar um grau aceitável desta substância, isso se praticares muito. Então, mãos à obra – literalmente.



Veja o vídeo que explica o que é masturabação se ainda não sabes

Agora que já terminaste o “banho” estás duplamente preparado: aumentaste o nível de ferremonoma e diminuíste o nível de taras. Esqueci-me de avisar que quando passamos muito tempo sem sexo o cérebro emana uma substância que cheira a desespero e que também é captada pelo sexto sentido. Por isso nunca saía de casa à procura de uma crioula sem antes fazeres os ‘trabalhos manuais’ porque senão os teus movimentos, teu olhar e tuas falas irão denunciar desespero. E não há pior coisa para afastar uma crioula do que sentir que estará somente satisfazendo as necessidades de um homem desatinado.

Resumindo o que aprendemos nesta primeira lição:

Não esquecer da Regra N.º 1: nunca contestar minha autoridade.

Sentir-se bonito mesmo que sejas feio como um Gongon (personagem feia que costumava aterrorizar o imaginário das crianças crioulas)

Aumentar os níveis de ferremenoma (masturbar-se até sentir dores no braço e quando cansares… masturbar mais um pouco para descontrair).

Simples, não? Então – perguntas-me - já estou pronto para sair e voltar de mãos dadas com uma crioula? Claro que não! Agora começamos e ainda há muito para saber. Fica atento aos próximos capítulos.

Se tiveres dúvidas ou sugestões podes deixar um comentário aqui que eu te respondo.






Como Conquistar uma Crioula? - O Conceito da Beleza



Sempre pensaste que basta ser bonito que um homem não tem problema com as crioulas, não é verdade? Puro engano! Nós que somos bonitos também temos problemas com elas. Para se ter sucesso com as crioulas é preciso ter três coisas: boa dose de auto-confiança, ferromenomas q.b. e beleza; nesta ordem (não incluo poder monetário porque neste caso não haveria conquista mas sim estavas a dar um café, ou seja, na prostituição).





Explico: a auto-confiança é diferente daquilo que em São Vicente chama-se de intchadura (gabar-se, vangloriar-se ou fazer basofaria), ela é a capacidade de projectar uma imagem de que és capaz, sem falares muito. E, não se deixe enganar, na realidade crioula não gosta de muita conversa antes. Se ela está “dando mole” é porque ela quer que tomes uma atitude… depois conversam. Mais para a frente vou explicar como fazer isso bem.

Das ferremenomas já tinha falado no primeiro capítulo por isso vou passar para o conceito da beleza. Já reparaste que muitas crioulas lindas tem namorados ou casos com gajos que até tu que não achas homem bonito, achas que são feios pa psú? É pela mesma razão que a maioria dos homens traem suas parceiras com mulheres mais feias ou menos gostosas: o nosso conceito de beleza forma-se mais tarde do que nosso conceito de atracção sexual. Podes ser bonito – como eu – mas isso não implica que a maioria das crioulas irão sentir um desejo louco de te possuir. A noção do belo é mais mutável. Encontramos beleza em diversas coisas e pessoas mas só algumas pessoas nos atraem sexualmente.

Isto porque a imagem daquilo que desperta nossa libido, nosso tesão, foi criada quando ainda estávamos na formação da nossa identidade: a adolescência. Basta relembrar os amigos feiosos que tínhamos ou as meninas horríveis com quem descobrimos nossa sexualidade para se comprovar que o conceito de beleza foi um ganho tardio, infelizmente. Por isso que os homens muitas vezes se perguntam depois: como é que conseguiram ir para a cama com certas crioulas?

Por isso que os estudos exaustivos de dez minutos da daivarela & ded n’oi, Lda. comprovaram que as pessoas procuram várias fontes do belo na internet (facebook, fotos, música, vídeos, jogos ou textos), mas fazem sempre a mesma pesquisa para as mesmas coisas quando se trata de pornografia (se gostam de brasileiras é isso que procuram; se é de gordas que eles gostam nem vale a pena o site fazer publicidade de magrinhas da Europa do leste por eles não tão nem aí).

É por este motivo que te digo que não é preciso ser bonito para se dar bem com as crioulas. Mas vamos resumir este segundo capítulo:

a) Ter uma grande dose de auto-confiança. Dê a entender que consegues ser o tal – não tens que falar muito.

b) Aumenta o nível de ferromenoma – nem que para isso tenhas que te masturbar quatro vezes ao dia. Não é fácil mas sei que é possível.

c) Por último preocupa-te se és bonito ou não – até porquê se fosses bonito não estarias sozinho.

Com esses dois capítulos já vais ganhando mais algumas armas para conseguir seduzir uma crioula mas ainda não chegam por isso tens que continuar a ler mais aqui no blog. Até ao próximo capítulo.

Se tiveres dúvidas ou sugestões podes deixar um comentário aqui que eu te respondo. 


Veja também:

2 de outubro de 2011

Quando crioulo não tem mais nada para fazer, inventa!


Quando crioulo não tem mais nada para fazer, inventa desculpa para desfilar nas ruas da Morada. Nesta manhã de domingo o pessoal de Alto Solarino decidiu juntar todas as bandeiras que encontraram na zona e desceram para passear no Sambódramo de Mindelo sem nenhuma razão aparente, somente por feeling




Perguntei a um dos participantes o porquê deste desfile e ele disse-me que não sabia a razão – só sabia que estavam a fazê-lo. 

- E porquê que tu estas a participar? – insisti. 

- Adés… - respondeu-me – eu tinha uma bandeira em casa e estava na zona por isso resolvi vir. 



Queres melhor motivo para empunhar uma bandeira dos Estados Unidos, FC Porto, Bob Marley, Mindelense, PAIGC ou outra qualquer e passear debaixo do sol de São Vicente? De se notar que este desfile já vai na sua quarta edição. Acho que da próxima talvez arranje uma bandeira qualquer e resolve descer para Morada para dar meu style. Ainda não sei bandeira quem ou de quê.





 
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