12 de julho de 2011

Minhas orelhas atrapalham a transmissão

Nesse fim-de-semana fui fazer reportagem sobre a final do Campeonato Nacional de Futebol entre o Mindelense e o Sporting da Praia. O jogo estava sendo transmitido em directo na TV e como eu não gosto de aparecer procurei ficar sempre atrás da câmara que estava no relvado. O problema é que a outra câmara que estava nas bancadas estava sempre a focar-me (sei disso porque muitas pessoas encontravam-me na rua e diziam-me que me viram várias vezes na TV).


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Então... enquanto estava no campo recebi um telefonema de uma amiga que estava na cidade da Praia vendo o jogo:

- Dai, estou a ver-te agora na televisão -, disse-me a minha amiga pelo telefone.
- E o que é que tu achas - perguntei pensando que ela iria dizer que eu estava (sou) lindo.
- Acho que deverias tirar essas grandes orelhas da frente para que eu possa ver os jogadores - gritou no meio de uma gargalhada.

Não chatei-me porque sei que era raiva porque vencemos a Taça...


11 de julho de 2011

Mantorras revela segredos do Mindelense

Jandir “Mantorras” Monteiro Gomes
Jandir “Mantorras” Monteiro Gomes, 24 anos, é conhecido como o maior adepto do Mindelense. Nem as dificuldades em andar devido a uma paralisia infantil impedem esse ferrenho mindelense de acompanhar todos os treinos e apoiar o seu clube de eleição nos jogos no “Adérito Sena”. Na semana crucial em que recebem o Sporting da Praia, Mantorras abre o livro e revela os segredos do sucesso do Mindelense.




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Arrastando os pés e com alguma dificuldade por causa da paralisia infantil, “Mantorras” entra no Estádio “Adérito Sena” (em São Vicente), todos os fins de semana, para apoiar seu clube de coração: Clube Sportivo Mindelense. Presença habitual na bancada Sul, onde os passes errados dos jogadores encarnados o fazem irritar ou os golos o fazem gritar de contentamento, “Mantorras” começa sempre qualquer discussão com os adversários desportivos com um largo sorriso porque, como conta, “futebol é uma alegria que tenho dentro de mim”. 


Alegria que se transforma em impaciência quando a equipa não consegue demonstrar em campo sua superioridade, o que faz chegar sua voz desde as bancadas até aos ouvidos dos jogadores que estão no relvado e que ele conhece a todos pelas alcunhas. “Quando me vês a gritar nas bancadas”, justifica Mantorras, “ é porque tenho os nervos à flor da pele e quero mudar alguma coisa; quero a reviravolta.” 


Esse seu temperamento “à flor da pele” já foi alvo de vários reparos por parte do vice-presidente do clube, Adilson Nascimento, que também é seu amigo e protector no Mindelense. “’Mantorras’ foi o primeiro elemento no nosso grupo a receber o fato de treino do Mindelense esta época”, revela Adilson, que vê neste gesto uma forma de “mostrar reconhecimento pelo seu apoio, apesar de muitas vezes exagerar um pouco na sua condição de adepto ferrenho”. “Mantorras” reconhece que, algumas vezes, quase que ultrapassa os limites, mas diz que não consegue evitar expressar-se para dentro das quatro linhas, porque, nesses momentos, só lhe interessa que a equipa dê resultado. “Quando brigo é porque quero ver a minha equipa mostrar que somos capazes e também porque quero fazer levantar a vibração nas bancadas para apoiar o Mindelense”, frisa. 


TROCA DE CAMISOLA 

Mantorras no Estádio Adérito Sena
“Mantorras” não sabe quando nasceu esse amor pelo Mindelense, só sabe que ainda criança um amigo levou-o ao “Adérito Sena” e foi amor à primeira vista. “Tenho uma atração pela cor encarnada!”, revela com o seu sempre largo sorriso sobre o clube que agora considera sua família. “Tem sido uma especial ligação que até chego a deixar a minha família para acompanhar o Mindelense”, nota. Há quatro anos, esse amor sofreu um duro golpe, quando “Mantorras” já não suportava mais ver o fraco desempenho da equipa treinada pelo falecido “Tchida” e decidiu abandonar o Mindelense para tornar-se apoiante declarado do seu maior rival: o FC Dreby. 


Apesar de ter sido bem tratado no Derby, não conseguiu suportar a separação por mais que duas semanas. “Os adeptos do Mindelense não quiseram perdoar-me aquela traição. Chamavam-me de manhento e pé-de-galo”, lembra-se, sorrindo do primeiro dia que foi ao Estádio com a camisola do Derby e os adeptos brigaram e gozaram. 


“Durante esse tempo, não tive permissão de entrar no clube do Mindelense e todos me colocaram de parte. Não consegui suportar e regressei”, lembra. 


Adilson Nascimento diverte-se ao lembrar daquilo que apelida de uma “chamada de atenção” do “Mantorras” para mostrar o seu desagrado com a forma como a equipa vinha jogando e com algumas opções técnicas do então treinador, numa época em que não conseguiram vencer o Campeonato. 


Engana-se o presidente do Mindelense ao pensar que “de lá para cá ele tem estado satisfeito”, porque “Mantorras” continua crítico em relação a algumas opções técnicas do actual treinador: Almara. “Almara, muitas vezes, demora a decidir nas substituições, o que não está certo, porque os jogadores devem ser metidos na hora e não esperar que eles cansem”, receita “Mantorras”, que considera a formação 4-4-2 como uma boa opção, mas que deveria haver maiores oportunidades para alguns jogadores, porque “há qualidade no banco da equipa que deveriam jogar mais”. 


REVELAÇÕES 

“O sector mais forte no Mindelense é o seu meio-campo compacto e que sabe comunicar, embora o médio Calú não goste muito de falar”, revela “Mantorras”, grande conhecedor das tácticas da sua formação e acompanhante constante dos treinos dos encarnados. Na hora de escolher o melhor jogador do Mindelense, prefere dar destaque para o trio do meio-campo: Calú, Adlin e Dika, este que ele considera “um prodigioso jogador, que gosta de mostrar empenho”. Quem também lhe merece realce é o guarda-redes Vozinha, “um excelente guardião, que comanda a melhor defesa de Cabo Verde, em especial o central Valy”, que só peca por “falar demais nos treinos”. 


PALAVRAS DO PRESIDENTE

Adilson Nascimento festejando o Nacional
Fruto de muita persistência e de uma grande força de vontade, “Mantorras” conseguiu passar, num espaço de oito anos, de uma condição de andar quase com as mãos no chão até conseguir fazer corridas na praia da Laginha. 


 “Actualmente, ‘Mantorras’ melhorou muito”, conta o vice-presidente do Mindelense, que o encontrou no clube há coisa de quatro anos, “com muitas dificuldades em andar", mas devido à abertura do clube para que ele acompanhasse a equipa, “hoje, ele anda melhor e tem suas dificuldades motoras minimizadas, o que é gratificante de se ver num jovem que faz quase que um esforço sobre-humano para não falhar nenhum treino do clube”. 


Adilson Nascimento, a quem “Mantorras” considera “um excelente amigo e presidente”, acredita que o Mindelense joga um “importante papel” na recuperação física do jovem adepto que está bem integrado no grupo onde é acarinhado por todos. E conclui: “Ele deve continuar a amar o Mindelense, mas, com menos fanatismo”.




Publicada (também) no Jornal A NAÇÃO





9 de julho de 2011

Germano Almeida: “É inútil um artista passar pelo Ministério da Cultura e não deixar marca”

Germano Almeida, o contador de histórias que é campeão de venda de livros em Cabo Verde, afirma não acreditar que o Alfabeto Kabuverdiano possa vir a abrir-nos a ‘porta da modernidade’ e que Mário Lúcio deverá ter forçosamente um “olhar diferente dos outros ministros” e deixar a sua marca, apesar dos poucos meios do Ministério da Cultura.


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Alguma vez foi invadido pelo medo de não ser capaz de escrever mais?

Germano Almeida
Não, não me preocupo minimamente com isso. Aliás, estou à vontade porque quando comecei a publicar decidi, assim na brincadeira, que iria publicar dez livros. Bom, já vou em treze ou catorze livros pelo que já estou no ganho, de maneira que se eu não publicar mais não me preocuparei nem um pouco.






A autora Paula Gândara no seu livro “Construindo Germano Almeida – A consciência da desconstrução” diz que seus textos denotam uma preocupação formal. Existe realmente um escritor formal por detrás da irreverência dos seus textos?

Ah ela diz isto? Repare, quando escrevo um livro ou um texto, ele fica abandonado e vai fazer a sua vida. Este texto quando é lido por cada pessoa fica a pertencer a esta pessoa que o leu e ela tem o direito de fazer toda a sorte de interpretação sobre o texto. Eu não posso estar a correr atrás dela a dizer ‘cuidado não é isto, o que eu queria dizer era outra coisa’. Penso que se eu não soube dizer bem e a pessoa interpretou de forma diferente, então a culpa é minha e não se pode fazer nada. No entanto, o que sinto em mim é que eu não tenho uma preocupação formal, ou então a preocupação formal que tenho é aquela de tentar contar histórias e contar histórias tem muito pouco de formalismo.


Como é ler um livro que alguém escreve sobre a nossa pessoa, como foi o caso de “Construindo Germano Almeida – A consciência da desconstrução”?
 
(risos…) Acho que sentimo-nos extremamente desconfortáveis. É por isso que tenho por hábito somente passar uma vista de olhos sobre as coisas que escrevem sobre mim. Mas dizer que eu leio com atenção, isso não.


Já considerou o português como a porta de entrada da modernidade. Neste momento, o Alfabeto Kabuverdiano (AK) poderá vir a assumir esse papel?

Não creio que o AK possa vir a assumir esse papel de porta de entrada da modernidade. Isso porque o AK circunscreve-nos a nós e isso de abrirmos à modernidade é abrimos ao mundo. Nós precisamos saber aproveitar a língua que temos porque com o português podemos ir mais longe, mas com isso não pretendo colocar em causa o crioulo que é a nossa língua.


Colocar todo nosso sistema de ensino no AK é um projecto viável?

Germano Almeida
Não só não acho que seria um projecto viável como penso que seria um projecto suicida e não acredito que Cabo Verde possa vir um dia a ter meios para fazer isto. Nós não temos o direito de fazer isto porque iríamos circunscrever o nosso ensino ao nosso território e Cabo Verde é um país que vive dependente de outros e esta dependência obriga-nos a conhecer a língua dos outros para podermos estar próximos deles.


Disse uma vez que o crioulo limite-nos, fecha-nos sobre nós próprios. Podemos esperar um livro seu escrito em AK?

Não. Primeiramente eu não sei escrever em AK. Gostaria muito de escrever peças de teatro em crioulo mas não sei escrever em crioulo e isso dá-me pena porque elas só poderiam ser escritas desta forma. Já sou demasiadamente velho para aprender novas coisas.


Escrever no AK pode por em perigo a literatura lusófona?

Não há uma literatura lusófona e nós temos de evitar estes clichés. Há uma literatura cabo-verdiana como há literatura portuguesa ou moçambicana ou outras por ali fora. Há, isso sim, uma literatura feita em língua portuguesa, que é uma língua tanto dos portugueses como nossa, e que serve para transmitir a cultura dos diversos povos. Nós temos a vantagem de ter a língua portugueses para transmitir as coisas mas isso fica até aqui.


Novo Acordo Ortográfico (NAO) e Alfabeto Kabuverdiano, isso não será confusão demais para nosso sistema de ensino?

Não, de forma nenhuma porque cada um ocupa o seu espaço. Devo dizer-lhe que o Acordo Ortográfico não me preocupa. De vez em quando recebo mensagens dos puristas portugueses pedindo para que eu me junte a eles no combate ao NAO e eu respondo-lhes que não vou combater coisa nenhuma.


Mário Lúcio assume a pasta da Cultura e são muitos os artistas que se congratulam com isso. Partilha deste optimismo?

Com certeza porque o Mário Lúcio como artista que ele é deve ter forçosamente um olhar diferente dos outros ministros que tivemos. A questão é que o Ministério da Cultura não tem meios e ele terá que fazer uma grande ginástica e ter muita imaginação se quer fazer alguma coisa. Acredito que é relativamente inútil um artista passar pelo Ministério da Cultura e não deixar uma marca. Alguém me disse que os artistas são sempre maus ministros mas eu tenho esperança no Mário Lúcio.


Como um dos directores da Ilhéu Editora, pode dizer-nos se são as editoras que estão fechadas aos jovens escritores ou se é mesmo por falta de qualidade que não se edita jovens escritores?

Para já nós temos muita pouca oferta de jovens escritores porque tem-nos chegado poucos jovens a procura da Editora para publicar. A Ilhéu Editora fez uma aposta para publicar livros em quem reconhecemos alguma qualidade como é o caso do livro de poemas de Arménio Viera sabendo que não é vendido. Empatamos dinheiro mas com um autor que vale a pena empatar dinheiro.


Existe alguma forma literária que teria público em Cabo Verde mas que não está a ser explorada?

Não se pode definir uma forma literária que seja boa para conquistar o público. Reconheço que o nosso público é muito atraído pela prosa de humor. As pessoas dizem que eu escrevo com humor mas eu não posso dizer que eu escrevo com humor para ser lido. Escrevo com humor porque é a minha forma de ser. Por exemplo, o Testamento do sr. Napumoceno teve uma enorme aceitação a nível nacional porque é uma forma diferente de escrever, é leve e com humor. De facto, eu não tive nenhuma preocupação de escrever isso desta maneira. É a minha forma de escrever e de ser. Não creio que haja uma maneira específica de atrair as pessoas para a leitura, mas o que se poderia fazer era clubes de leitura como forma de conhecer a nossa realidade e desenvolver o nosso espírito crítico.


Já pensou em escrever para a Internet? Criar seu blog ou site, ou então escrever no Facebook?

Não tenho paciência para isso. Só de saber que tinha um blog e que tinha que escrever para ele eu perderia logo a vontade de escrever. Já no Facebook o meu nome está lá mas não fui eu quem o colocou e eu o considero um local onde a nossa pouca privacidade perde-se e fica devassada.


É verdade que os leitores cabo-verdianos estão se interessando mais por literatura? O que acha disso?

Espero bem que sim apesar de pensar que isto não é de agora. Os cabo-verdianos interessaram-se sempre muito pela literatura e acredito que se lê em Cabo Verde mais do que se pensa. Agora, nós temos uma questão que para os autores é muito mau mas que para o público é muito bom que é o problema do empréstimo de livros. Uma pessoa compra um livro e ela é lida por cerca de cinco pessoas.


O que podemos esperar de Germano Almeida?

Neste momento não tenho nenhum projecto. Como já lhe disse que a minha ambição era escrever dez livros e ela já foi cumprida há muito tempo, de maneira que tudo o que vier de agora para o futuro é faxon


Publicada (também) no Jornal A NAÇÃO N.º 197


7 de julho de 2011

Velhos, deixem-me cometer meus erros

Coisa boa essa dos velhos nos quererem dar um pouco da sua experiência para evitar que venhamos a cometer os mesmos erros que eles. Mas, será isso uma forma de nos impedir de vivermos a nossa própria vida e cometer nossos próprios erros?

[click na imagem para ver mais grande]
Gentes de Salamansa [São Vicente]

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Se há tantos erros novos para cometer, para quê repetir um que já deu provas que não serve?

Acredito que só se deve dar ouvidos aos velhos quando estivermos para cometer os mesmos erros que eles já viveram. Mas se for um erro novo, então deixem-me explorar, sofrer e desenganar porque estarei desta forma a viver meu próprio destino.


5 de julho de 2011

5 de Julho: eu não estava lá... mas me contaram

Eu não estava lá, disseram-me que houve chuvas que se confundiram com lágrimas de mulheres e de homens, dos mesmos que lutaram destemidamente de arma ao punho dentre matas e assobio de balas contendo tropas inimigas mas que nesse dia não conseguiram conter um soluço, depois outro e mais até que os pingos vieram para disfarçar, como no tempo em que nas matas camuflavam para surpreender um inimigo que tinha uma ideologia, tinha um perfil. 
 
 
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Eu não estava lá, mas hoje sei que aqueles homens e mulheres, simples, imaginavam um país diferente daquele que temos agora. Hoje o inimigo mudou e ele já não vem mais de fora. Hoje as armas mudaram de mãos e o inimigo perdeu a ideologia para abraçar a violência gratuita, a ganância e o ódio. Vivemos num tempo em que os melhores estrategas militares não sabem como fazer para enfrentar um exército de adolescentes e jovens que deambulam pelas ruas espalhando o medo e a insegurança sobre um povo que outrora lutou destemidamente por um Cabo Verde melhor. Era por isto que tanto lutaram? 

Eu não estava lá… mas me contaram.


4 de julho de 2011

Comentários crioulos engraçados

Passeando pela net consegue-se divertir muito com a capacidade criativa dos nossos crioulos na hora de comentar. São pessoas que odeiam, amam, fazem riola, dão avisos, mas sempre de bom humor. É o crioulo no seu melhor:



Elísio Rocha, P. Novo Corrida de São João 2011: Participei! 03 Julho 2011 
Ao decidir participar na corrida de atletismo de São João 2011, logo deparei com a estranheza de alguns amigos e o preconceito daqueles que, considerando o referido evento como um espaço apenas para mostrar “power” (...)

Carvoeiros  03 Julho 2011 00:14 
Os ratos correm bem 


Há largos anos que venho barafustando, persistentemente, mas debalde, contra a nossa burocracia, herdada de Portugal – que costumo chamar de repolho burocrático português (pelo número de folhas, de papeis) -, que cultivamos (...)


Didi 25 Junho 2011 17:12 
Criticar a alfandega é o mesmo que dar tiros de metrelhadora num couraçado americano. O atirador é que morre com o ricochete. Olhe, Dr. Arsénio, aconselho-o a não importar nada nem a aparecer na porta da alfandega nos próximos anos. Os tipos são mesmo couraçados, nada há a fazer até ao próximo regresso de Cristo. Em vez de fazer de bola de pingue-pongue, da próxima você vai ver boi (oiá bói), o que deve ser uma coisa mesmo má - nunca vi bói, mas deve ser pior que gongón. 


A eleição presidencial que se avizinha tem sido objecto de todas as paixões, com a cisão provocada no seio do partido no poder a galvanizar o debate eleitoral de pré-campanha. Ainda nem estavam formalizadas as candidaturas (...)


Neta gomes 30 Junho 2011 08:58 
Gente vendida e sem caracter, esses comentaristas de meia tigela! Em vez de atacarem o articulista que chama a atenção para essas situações anomalas e essas entorses ao codigo eleitoral, deviam era abrir um inquérito para averiguar onde está a verdade. Mas não, preferem atacar a verdade para camuflar a pouca vergonha que são as eleições no estrangeiro. 




Cuidado 28 Junho 2011 08:39 
david não te preocupas, nos todos sabemos de onde vêm os ataques contra ti. Tem um fulano em Saint-Ouen que devias tomar cuidado com ele. É um autentico engraxador e ele te odeia de morte porque tu nao vais nas suas cantigas 


DESAEV 24 Junho 2011 15:38 
É ISSO MESMO O POVO CABOVERDIANO É BURRO 


DASAEV 24 Junho 2011 16:26 
ESSA EXPRESSÃO DE CHAMAR BURRO AOS CVERDIANOS É DE ALGUM TAMBARINA FRUSTRADO Q ESCREVEU EM MEU NOME.


Qual deles estará certo? O Profeta Inácio Cunha ou os Adventistas Apostatados do 7º Dia? 


Padrepindorinho@hotmail.com 
SURTOU DE VEZ, MEU DEUS!!!! MAS AGORA QUERO SABER TAMBÉM: QUEM É ESSE Sr. INÁCIO CUNHA QUE TEM ENLOUQUECIDO OS NOSSOS JOVENS MAGISTRADOS (VITAL MOEDA, AMANDIO BRITO,etc.)? prisão para o Inácio Cunha, deve ser satanás!!! 

Um Cunhacunha@hotmai.com 
Inácio Cunha For Presidente!!! 


Ao ler o “artigo” publicado no LIBERAL ON LINE intitulado JULIETA TAVARES É ASSESSORA DE IMPRENSA DO PAICV, com data de 16 de Maio de 2011, assinado por Manuel Furtado Pereira, pensei em não responder. (...)


JULIETA, JULIETA 23 Maio 2011 20:40 
Você é competente e autónoma. Beleza você tem de sobra. Voce tem tudo. Por isso és uma grande mulher. Quero ter-te ao meu lado todos os dias ate que a morte nos separe. Continue exactamente como você é. É assim que eu gosto. Me aguarde. Eu quero ser o teu ROMEU, somente teu. 


De Assomada 23 Maio 2011 19:00 
Se a Julieta Tavares estava tão bem, tão bonita como muitos referiram, porque mudaram a foto no traje sexy????????? 


Verdeana 23 Maio 2011 17:46 
Julieta basofa, quem te tirou esta foto maravilhosa? Olha assim vais encontrar o teu Romeo, já, já, querida! Desejo que seja também jornalista, mas competente, bom papiador de português e com boa dicção para te dar umas aulinhas sentód na ragaço, menina bonita! 


JULIETA É UM ANJO 23 Maio 2011 16:06 
Querida, você é um anjo. Não passa cartão a esses analfaburros. Mas tem uma coisa: Você é linda mesmo. Te amo. 


LS 23 Maio 2011 15:31 
ca nhos critica ERRO de PORTUGUÊS da moça esqueceram que ela é JORNALISTA da RTC? que nos brinda com telejornais a nível do época dos dinossauros!!!! 


Juliana Silva 23 Maio 2011 13:24 
Em vez de estarem aqui a atacar a pobre moça - pobre em tudo - deviam era oferecer-lhe uma gramática e fazer uma campanha de recolha de fundos para custear o seu regresso ao EBI.Não sejam invejosos. Isso de desejarem ser burros, não é coisa digna. Deixem a menina com a sua burrice em paz. 


Romeu 23 Maio 2011 13:06 
Então rapazes, já não há respeito neste planeta? Agora é tudo balda? A Julieta foi, é e sempre será minha. Da outra vez suicidei-me por ela, mas desta outro galo vai cantar: eu é que suicido alguém que se atrever a brincar com aquilo que até o Shakespear teve de imortalizar. Okay? 


Romeu 23 Maio 2011 12:58 
Julieta, ao ver-te e ler o teu artigo, reconheci-te logo. Sou eu, rapariga, sou Romeu, suicidado há centenas de anos quando te vi deitada no chão. Nessa altura, estavas com um vestido branco tapado até ao pescoço, mas agora, veja lá, houve um destapamento radical. A falar verdade, mudei também o visual, com os fundilhos da calça até aos joelhos e o meu pai a chamar-me de maltrapilho. Topas? Não mando fotos porque o visual não está grande coisa. Tu estás em forma. 


Praia 23 Maio 2011 12:10 
Julieta kel Atentissimo la é bo mesmo k sta tenta difendi bu cabeça 


DECLARAÇAO PUBLICA de AMOR A JULIETA 23 Maio 2011 11:55 
Querida, o meu coraçao pulsa por ti. Tens um admirador secreto que é homem e pode tratar desse assunto por ti. Pense no que és e nao ligues os invejosos. És muito querida. Eu, pessoalmente, te admiro muito e te digo claramente: estou perdidamente apaixonado por ti. Tu és competente, linda, excelente profissional e mulher exemplar. Por favor, dê-me uma chance para fazer-te feliz.Assina: teu admirador secreto.





Você é autor de algum desses comentários?



3 de julho de 2011

Comentários Anónimos: serão o crime perfeito?

Já uma vez havia lido que somente cerca de 1% dos leitores dos onlines fazem comentários sobre os artigos lidos. A mim o que me surpreende é que muitas vezes, parte desse 1%, faz comentários tão fora do contexto que uma pessoa fica em dúvida se essa pessoa leu o artigo ou não, isso quando não começam a disparatar sobre partidos. Mas os meus comentários preferidos são aqueles das pessoas bem-humoradas que me fazem rir.


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O problema que se coloca é quando os comentários são ofensivos à imagem e ao bom nome da pessoa visada. Você que tem por hábito injuriar as pessoas nos onlines pensando que está protegido por um suposto anonimato (já explico isso), é melhor tomar cuidado porque podes levar com o peso do Código Penal em cima, em especial o Capítulo VII - Crimes Contra a Dignidade das Pessoas:


Quem injuriar outra pessoa imputando-lhe factos ou juízos ofensivos do seu bom nome e crédito, da sua honra, consideração ou dignidade, ou reproduzir essas imputações, será punido com pena de prisão até 18 meses ou com pena de multa de 60 a 150 dias. 
Artigo 166º (Injúria)


E nem vale a pena chorar que estavas falando a verdade porque a lei é complicada:
2 - As referências a outra pessoa efectuadas utilizando expressões ou qualificativos desnecessários e deliberadamente ofensivos ou vexatórios, ainda que sejam produzidos por ocasião de factos verdadeiros e certos, serão punidas com a pena do n°1.



O Código Penal também tem mão pesada sobre os caluniadores na sua Secção II - Crimes Contra a Honra:
1 - Quem, com conhecimento de sua falsidade ou com manifesto desprezo pela verdade, imputar a outra pessoa a prática de um crime ou a participação nele, ou reproduzir ou propalar tal falsidade, será punido com pena de prisão de 6 a 18 meses ou com pena de multa de 80 a 200 dias.
Artigo 165°- (Calúnia)



Mas no caso de não ser possível encontrar a pessoa que fez o comentário, deverá o online ser processado fazendo uma queixa-crime contra incertos? Quem faz a moderação dos comentários? Um jornalista, um jurista ou um jovem estagiário?  


1 - As sociedades e as pessoas colectivas de direito privado são responsáveis pelas infracções criminais cometidas pelos seus órgãos ou representantes, em seu nome e na prossecução de interesses da respectiva colectividade, salvo se o agente tiver actuado contra as ordens ou instruções do representado.
Artigo 9.º - (Responsabilidade das pessoas colectivas)



Mas vamos colocar a hipótese que alguém intenta um processo a um online por difamação. A questão agora é saber em que Comarca deverá ser julgado o caso pois que o comentário poderá ser feito em qualquer ilha ou país, o que coloca algumas dificuldades em aplicar o Título I - Garantias e Aplicação da Lei Penal:


O facto considera-se praticado no lugar em que, total ou parcialmente, e sob qualquer forma de comparticipação, o agente actuou, ou, no caso de omissão, deveria ter actuado, bem como naquele em que se tenha produzido o resultado típico, ou aquele resultado que, não sendo típico, o legislador quer evitar que se verifique.
Artigo 5.º - (Lugar da prática do facto)

Salvo convenção internacional em contrário, a lei penal caboverdeana é aplicável a factos praticados em território de Cabo Verde ou a bordo de navios ou aeronaves de matrícula ou sob pavilhão caboverdeano, independentemente da nacionalidade do agente.
Artigo 3.º - (Aplicação no espaço: princípio geral) 


Comentários Anónimos? Nem por isso...
Agora vamos falar deste “suposto anonimato” que pensas ter ao escreveres o teu comentário. Se achas que é só sentares na frente do computador e mandar bocas porque nunca ninguém vai chegar até ti, o melhor é pensares duas vezes ou então mudares de estratégia. 


Explico: quando fazes um contrato de internet com a CVMultimédia recebes um router (que terás uma vida inteira para pagar se o alugares). Esse router traz consigo um endereço IP que é único e está associado a cada contrato, por conseguinte, a cada pessoa ou entidade que foi “obrigada” a aderir a este serviço caro e lento. Por exemplo, o meu endereço IP é 192.168.1.66, logo, qualquer comentário que eu faça fica com este número guardado junto com ele na base de dados do online. É isso mesmo, eu sei porque já moderei comentários em dois onlines. E não são só comentários, cada click que dás na Internet fica guardado o IP (nos sites de desporto, pornografia e Facebook incluídos) e não existe isso de navegares sob anonimato. Claro que há formas de navegar com o endereço IP mascarado, mas isto já exige outros conhecimentos informáticos.


Pode dar-se o caso de teres a sorte de ter um contrato de Internet com a CVWi-Fi - Internet Sem Fios (no Mindelo). E isso é bom porquê? Porque a CV Wi-Fi usa um sistema diferente e com claras desvantagens para os clientes: em vez de ter um endereço IP associado a cada contrato, todos os usuários partilham o mesmo endereço IP da empresa (eu sei porque já fui cliente mas desisti e essa foi uma das principais razões, juntamente com a lentidão do serviço. Como já tinha explicado, os sites guardam o teu IP e no caso dos sites de download eles não deixam o mesmo IP fazer duas descargas de ficheiro ao mesmo tempo. Logo, se um cliente CV Wi-Fi estiver a fazer um descarga no site naquele momento, eu teria que esperar vários minutos para poder fazer o meu). A vantagem é que quando fazes o comentário, fica gravado o IP da empresa e não o teu individual. 


Claro que sempre podes ir para um ciber-café e mandar umas bocas sem te preocupares.

Agora responda-me: quantas vezes já comentaste de forma anónima?



 
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