
Acho que já sei o que estavas a pensar. Abriste este artigo pensando “É agora! O daivarela resolveu sair do armário.” Mas infelizmente para ti não é nada disso, mas sim uma forma de chamar a tua atenção para esse pequeno diálogo que aconteceu no meu quarto/escritório.
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Recebi a visita do meu amigo Toys que estava muito chateado porque alguém tinha entrado na sua página de Facebook e tinha mudado algumas informações no seu perfil. Acho que ele deixou a página aberta em casa de uns amigos e eles aproveitaram para colocar que ele era “homossexual assumido e que estava a procura de homens e que numa sociedade como a caboverdeana é difícil lutar contra a discriminação” entre outras coisas. Por isso ele estava chateado com a paciência com que seus amigos dispuseram para mudar seu perfil e estava a espera de uma oportunidade para se vingar.
Enquanto ele mudava essas informações fomos conversando e descobri que ele tem uma escala de elogio para mulheres que é muito interessante:
(Toys): Olha quanta carne e um cachorro aqui com fome – dizia-me de olhos arregalados nas fotos das “amigas” do Faceboné.
(daivarela): Tás a ver muita carne?
(Toys): Poorra, ah dai... Olha, um, dois... três, quatro, cinco, seis sete oito nove dez. Só mulheres, man.
(daivarela): E tu és aquele cachorro com fome?
(Toys): Claro. Quem mais seria esse cachorro com fome?
(daivarela): E nessas investidas que tens feito tens conseguido alguma coisa?
(Toys): Cosa manera? Eu tenho estado com azar no Facebook porque as femas que conheço
ou estão na Praia ou Portugal ou estão no Luxemburgo. Há dias apareceu-me uma francesa, man... e como sou lofa no francês então fiquei engatado... engatado prob. Ela dizia-me uma coisa e eu ficava mais de trinta segundo para responder.
(daivarela): Ser fraco no francês fez-te gastar muitas megas no cybercafé. E o que é que ela queria?
(Toys): Sei lá... conversar. Não deu pra entender tudo.
(daivarela): E ela era uma deusa?
(Toys): Ya... uaba... deixa-me mostra-te a sua foto? Ah rapaz... sebinha d’mund.
(daivarela): Não é preciso. Se me dizes que ela é uma deusa, eu acredito. Até porque tu tens um bom critério de avaliação.
(Toys): ... Razoável... razoável. Quando se está com fome...
(daivarela): Essa taras já vai em quanto tempo Toys? Quantos anos?
(Toys): Anos também não.
(daivarela): Esse queijo já tem anos. Daqui a pouco começas a exportar queijo.
(Toys): Nah... O problema é que sou um pouco desligado e não sou assim tão persistente... Acho que deveria mandar essa outra deusa uma mensagem, man.
(daivarela): Manda lá uma mensagem.
Era uma miúda que aparecia na foto de perfil com umas calças de estilo rasgadas.
(Toys): Vou-lhe dizer que agora apetecia-me rasgar-lhe essas calças ainda mais.
(daivarela): Agora és um rasgador de roupas alheias. Ela quer um homem e não um prejuízo.
(Toys): Acho que não tenho nada para dizer-lhe.
(daivarela): Uma gostosa daquelas – uma cavalona – e não tens nada para dizer-lhe? Ela é uma cavalona, não?
(Toys): ... uhm... sebinha.
(daivarela): Como é? Ela desceu de nível?
(Toys): Porra dai... ela não é cavalona, man. Ela deve ter 1,65 metros no máximo e uma cavalona tem que ter mais que 1,75 metros e ter uma boa largura nas coxas.
(daivarela): E como fazes esta escala? É deusa, cavalona e sebinha?
(Toys): Por ordem crescente: sebinha, gostosa, cavalona e diabona. Não... antes é diabona e depois é que é cavalona. Cavalona é o máximo de elogio que faço a uma mulher.
(daivarela): E deusa?
(Toys): Deusa é outra coisa... outra coisa. Deusa dou para qualquer fema.
(daivarela): Deusa pode ser qualquer fema? – achei estranho. Mas pensei que fosse o máximo dos teus elogios.
(Toys): Tu não estás a entender-me, man. Fisicamente deusa não tem nada haver com o corpo. Tem haver é com o conjunto. Com o cabelo, a boca... a foto porque a foto conta muito.
(daivarela): Então tem haver com a qualidade do fotógrafo também.
(Toys): Pode ser também... claro.
Por isso meninas, se receberem uma mensagem no Faceboné a dizer que são uma CAVALONA, acho que devem ficar muito orgulhosas porque este é o melhor dos elogios que o Toys faz a uma crioula.
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Recebi a visita do meu amigo Toys que estava muito chateado porque alguém tinha entrado na sua página de Facebook e tinha mudado algumas informações no seu perfil. Acho que ele deixou a página aberta em casa de uns amigos e eles aproveitaram para colocar que ele era “homossexual assumido e que estava a procura de homens e que numa sociedade como a caboverdeana é difícil lutar contra a discriminação” entre outras coisas. Por isso ele estava chateado com a paciência com que seus amigos dispuseram para mudar seu perfil e estava a espera de uma oportunidade para se vingar.
Enquanto ele mudava essas informações fomos conversando e descobri que ele tem uma escala de elogio para mulheres que é muito interessante:
(Toys): Olha quanta carne e um cachorro aqui com fome – dizia-me de olhos arregalados nas fotos das “amigas” do Faceboné.
(daivarela): Tás a ver muita carne?
(Toys): Poorra, ah dai... Olha, um, dois... três, quatro, cinco, seis sete oito nove dez. Só mulheres, man.
(daivarela): E tu és aquele cachorro com fome?
(Toys): Claro. Quem mais seria esse cachorro com fome?
(daivarela): E nessas investidas que tens feito tens conseguido alguma coisa?
(Toys): Cosa manera? Eu tenho estado com azar no Facebook porque as femas que conheço
ou estão na Praia ou Portugal ou estão no Luxemburgo. Há dias apareceu-me uma francesa, man... e como sou lofa no francês então fiquei engatado... engatado prob. Ela dizia-me uma coisa e eu ficava mais de trinta segundo para responder. (daivarela): Ser fraco no francês fez-te gastar muitas megas no cybercafé. E o que é que ela queria?
(Toys): Sei lá... conversar. Não deu pra entender tudo.
(daivarela): E ela era uma deusa?
(Toys): Ya... uaba... deixa-me mostra-te a sua foto? Ah rapaz... sebinha d’mund.
(daivarela): Não é preciso. Se me dizes que ela é uma deusa, eu acredito. Até porque tu tens um bom critério de avaliação.
(Toys): ... Razoável... razoável. Quando se está com fome...
(daivarela): Essa taras já vai em quanto tempo Toys? Quantos anos?
(Toys): Anos também não.
(daivarela): Esse queijo já tem anos. Daqui a pouco começas a exportar queijo.
(Toys): Nah... O problema é que sou um pouco desligado e não sou assim tão persistente... Acho que deveria mandar essa outra deusa uma mensagem, man.
(daivarela): Manda lá uma mensagem.
Era uma miúda que aparecia na foto de perfil com umas calças de estilo rasgadas.
(Toys): Vou-lhe dizer que agora apetecia-me rasgar-lhe essas calças ainda mais.
(daivarela): Agora és um rasgador de roupas alheias. Ela quer um homem e não um prejuízo.
(Toys): Acho que não tenho nada para dizer-lhe.
(daivarela): Uma gostosa daquelas – uma cavalona – e não tens nada para dizer-lhe? Ela é uma cavalona, não?
(Toys): ... uhm... sebinha.
(daivarela): Como é? Ela desceu de nível?
(Toys): Porra dai... ela não é cavalona, man. Ela deve ter 1,65 metros no máximo e uma cavalona tem que ter mais que 1,75 metros e ter uma boa largura nas coxas.
(daivarela): E como fazes esta escala? É deusa, cavalona e sebinha?
(Toys): Por ordem crescente: sebinha, gostosa, cavalona e diabona. Não... antes é diabona e depois é que é cavalona. Cavalona é o máximo de elogio que faço a uma mulher.
(daivarela): E deusa?
(Toys): Deusa é outra coisa... outra coisa. Deusa dou para qualquer fema.
(daivarela): Deusa pode ser qualquer fema? – achei estranho. Mas pensei que fosse o máximo dos teus elogios.
(Toys): Tu não estás a entender-me, man. Fisicamente deusa não tem nada haver com o corpo. Tem haver é com o conjunto. Com o cabelo, a boca... a foto porque a foto conta muito.
(daivarela): Então tem haver com a qualidade do fotógrafo também.
(Toys): Pode ser também... claro.
Por isso meninas, se receberem uma mensagem no Faceboné a dizer que são uma CAVALONA, acho que devem ficar muito orgulhosas porque este é o melhor dos elogios que o Toys faz a uma crioula.


abril 30, 2011
Dai Varela




