12 de janeiro de 2014

Ninjas: policiais especiais devem fazer operações especiais

A unidade da Brigada Anti-Criminal (BAC) da Policia, mais conhecida como “Ninjas” foi criada para operar contra a criminalidade não convencional mas neste momento anda a patrulhar ambientes urbanos de forma convencional. E continua com a máscara na cara.

Se no combate aos gangs que intimidavam Mindelo se justifica uma actuação musculada e mascarada da BAC, agora questiona-se até que ponto é justificável as operações de Ordem Pública com a cara coberta destes agentes. Nota-se que a BAC está a exercer funções que
Embrião da BAC em São Vicente
são atribuições do Serviço de Piquete que tem agentes devidamente identificados ao se aproximarem do cidadão de bem numa situação de desordem pública.

Mas do que estou a falar? Estou a apontar que um agente especial mascarado deverá actuar em operações especiais. Para patrulhar vias públicas ou colocar fim a uma festa com a música muito alta devem ser agentes devidamente identificáveis em operações convencionais de prevenção e combate à criminalidade, como exigido num Estado Constitucional. 

Se a actividade criminal que motivou a criação do Embrião da BAC em São Vicente, com grande contributo de Roberto Costa Fernandes, já não justifica o constante movimento dos agentes especiais então deverá o Comando da Policia Nacional ou a Ministra da Administração Interna, Marisa Morais encontrar uma solução.

Uma força especial deverá efectuar acções em situações mais arriscadas que exigam estarem mascarados. Não é serem solicitados para pôr fim a festas de aniversário. Ou são destacados para operações críticas de violência urbana ou então são integrados no Serviço de Piquete e começam a abordar os cidadãos de cara destapada e com identificação.

Para não deixar nenhuma dúvida: eu não estou a falar para se acabar com os “Ninjas”. Estou a dizer que os “Ninjas” devem ser accionados para operações especiais onde abordam de cara mascarada os delinquentes e suspeitos. Se for operações de rotina os cidadãos devem ser abordados por policias de cara destapada e com identificação para se evitar possíveis abusos, como deve ser num Estado Democrático Representativo e Constitucional.

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