1 de dezembro de 2013

Anete Carvalho Ramos: a Educação é o sector mais satisfeito de Cabo Verde?



Sobre a autora:
Anete Carvalho Ramos é caboverdeana, admiradora da Educação e das conquistas que com ela podemos alcançar a curto, médio e longo prazo. É também a administradora da página Educação Hoje em Cabo Verde.




Uma das iniciativas que aplaudi em São Vicente foi o carnaval dos professores. Foi, sim uma lição de criatividade, de união em relação a uma causa, a Ecologia.

Muitas cores, um grande e bonito aproveitamento daquilo que entulharia a lixeira da nossa ilha (outro caso preocupante da nosso país). Um exemplo louvável, digno de aplausos.

Porém, (não sei se as minhas convicções são extremistas) essa iniciativa que engravidou meu peito de tamanho orgulho, trouxe tristezas e inquietações maiores à minha pessoa. Porquê tristezas? Porquê inquietações?


SERÁ QUE A EDUCAÇÃO É O SECTOR MAIS SATISFEITO DO NOSSO PAĺS?

O professor universitário trabalha com pessoas crescidas, o professor do liceu trabalha com adolescentes, o professor do ensino primário com crianças, na alfabetização estão os alunos que pretendem recuperar o “tempo perdido”, nas formações profissionais estão aqueles que almejam um ofício através da via técnica.

Para mim estas são as únicas diferenças encontradas!

Porque será, então, que os professores do nosso país não estão unidos na tentativa de melhorar os aspectos da nossa Educação?

Imagino que se nos propusermos a expor aquilo que merece melhorias faremos uma lista que se enrolará, de tantos metros que terá.

Os professores deveriam ser formadores de opinião, pessoas que não se calam, que não abaixam os braços.

Os pais e encarregados de Educação deveriam encontrar formas zelar para que seus filhos estejam em condições adequadas nas escolas.

Os alunos deveriam saber reivindicar seus direitos para sentirem-se satisfeitos aquando do cumprimento dos deveres.

Então a união não deveria estender-se pela Educação adentro? Onde estão os formadores de opiniões? Onde estão os pais que deixam seus filhos aos cuidados da Educação? Onde estão os alunos que recebem esta Educação?

Onde estão os Cabo-Verdianos? Por quanto tempo mais esta dormência?

Não, Cabo-Verdianos! Não é uma utopia querer uma Educação à altura das nossas espectativas. Não é utopia querer que a nossa Educação seja nossa; querer pegar nas mãos as rédeas daquilo que é, legitimamente, nosso!


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