18 de novembro de 2012

Jornalistas: que espécie somos nós?

Ao mesmo tempo que a sociedade exige ao jornalista que domine todas as matérias que aborda, estudando e pesquisando, a sociedade também demanda notícias actuais e de última-hora. Isto, por vezes, são funções de difícil compatibilização. 

Por isso que ao ler esta passagem do estudioso Max Weber consegui rever-me nela:


"O jornalista pertence a uma espécie de casta de párias, que é sempre estimada pela `sociedade' em termos de seu representante eticamente mais baixo. Daí as estranhas noções sobre o jornalista e seu trabalho. Nem todos compreendem que a realização jornalística exige pelo menos tanto `gênio' quanto a realização erudita, especialmente devido à necessidade de produzir imediatamente, e de `encomenda', devido à necessidade de ser eficiente, na verdade, em condições de produção totalmente diferentes"
(Max Weber, A política como vocação)

5 comentários:

zito azevedo disse...

Eu costumo comparar os "bons" jornalistas aos "bons"padres: não devem mentir e protegem as suas fontes...De resto, é o habiual: decomprometimento ideológico, indepencenia politica, honestidade mental, domínio perfeito da língua, perspicácia, sentido de humor, escrita escorreita, clara, isenta de chavões, espírito de missão e, de prefrencia, uma boa herança de um velho tio que fora para os EUA há mais de 60 anos...Felicidades, amigo!

dai varela disse...

hehhehehe, são tantas condições para ser-se um "bom" jornalista. Pelo menos já tenho uma delas: tenho um tio que foi há muito para EUA (ainda não me deixou a herança, mas já é um começo).
Esta parte da independência política/partidária é que mostra-se ser um campo dúbio num país bi-polarizado. Basta escreveres que o céu está azul para dizerem que és amarelo. Se vires algumas nuvens já és conotado com os verdes.
Assim fica mais difícil...

zito azevedo disse...

Meu amigo,
Eu não acho que se deva exigir a um jornalista que seja apolítico: não vem nenhum mal ao mundo que ela pertença a este ou àquele partido...O que julgo é que ele, o jornalista, terá, sempre, que olhar as coisas com os seus olhos criticos e não com os olhos do seu partido...A gente adora nossos pais mas não deixamos de sentir que eles, como toda a gente, cometem erros...Voilá!
Um abraço e votos de boa saúde para o seu tio americano!

dai varela disse...

Tens razão quanto ao partido. Não importo o que o jornalista faça, a caracterização será sempre do outro e isso não se pode controlar isso.
Agora, falando em gente na América, lembrei-me de uma amiga minha que me contou o seguinte: ela tem o pai nos EUA e como seu irmão estava para viajar pela primeira vez ao estrangeiro, precisava de uma mal bem grande. Ele pediu ao pai uma mala.
Quando foram à Alfandega buscar a encomenda, quase que o irmão deslocava o ombro ao levantar a mala. É que ele pensou que aquilo estaria muito pesado e fez um grande esforço para a levantar e para sua surpresa a mala estava vazia.
Quando telefonou ao pai para reclamar ele respondeu: "Adés... não pediste uma mala?"
Sempre que ela conta isso não consegue conter uma gargalhada.
Só espero que se tiver herdado algo de um tio meu na América que não seja algo parecido

zito azevedo disse...

Só faltou, mesmo, mandar a factura, dentro da mala...Mas, se calhar, ele sabia que o pedido do filho não era tão ionocente como parecia e resolveu dar-lhe uma lição de humildade...Estou certo que trataria bem os filhos!
Moral da história: se precisares de uma mala não a mandes pedir ao pai da amida do Varela!

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