10 de setembro de 2012

As minhas (loucas) fases no Facebook

No primeiro contacto com o Facebook deparei-me com uma página azul. Não achei-a interessante por isso regressei para a defunta rede social Hi5.com (alguém ainda usa aquela coisa?). Algum tempo depois resolvi fazer conta nesta rede social que iria consumir grande parte do meu tempo. Acho que foi a pior ideia que tive em 2011. 

Ainda lembro-me da época que tinha uma vida real e não esta coisa virtual que dá a impressão de ser mais empolgante do que realmente ela é. Será que meus amigos virtuais repararam que estou sempre a sorrir no Facebook e que mesmo assim não estou com cãibras nas queixadas? Lembro-me do tempo que lia e escrevia no meu bloco de notas (aquele real, não o virtual). Do tempo que ao encontrar um amigo na rua não lhe dizia: “tenho uma coisa para te contar… no Facebook”. Agora deu medo. Será que já estou cota para estar a falar do meu tempo? Mas vamos concentrar nesta “viçarada” que se tornou esta rede social. 

Fiz a minha conta no Facebook. Comecei a enviar convites de amizade. Confesso que os primeiros convites que recebia das meninas eram acompanhados do perverso pensamento: “hum… esta me quer.” Já dos homens demorava mais para aceitar – quando aceitava, e foi desta forma que hoje tenho mais de mil amigos (ainda chego na marca do rei Roberto Carlos que canta “quero ter um milhão de amigos…” 

Passado alguns meses reparei que estava a ficar dependente daquela coisa. No início neguei que estaria viciado – era a fase da negação, o primeiro estágio. Achava ridículo as pessoas que desprezam o Facebook. Durante o dia eu quase que não abria a página da rede social. Quer dizer, abria uma vez e deixava aberto o dia inteiro. Isso significava que não abria-o muito, nera? 

Quando não vi que não conseguia mais negar meu grau de viciação comecei a sentir raiva de mim mesmo, da minha fraqueza. Era o segundo estágio: a raiva. Tornei-me num “eu” problemático e revoltado por ter o computador aberto a fazer mais uma actualização de estado. Sentia inveja das pessoas que desprezavam o Facebook. Tentei por diversas vezes largar aquela bosta mas ficava a pensar com medo que estaria “por fora” das novidades. Até porque não é todo dia que se pode dizer que temos o Presidente da República como amigo. 

Porém, após algum tempo reparei que não podia negar meu vício e que guerrear o Facebook não resolvia o problema, decidi negociar comigo mesmo. Era a fase da barganha. Prometia que se ficasse sem abrir a página durante algum tempo permitia-me um agrado. Este tempo longe demorava qualquer coisa como dez minutos e normalmente o prémio era poder ficar mais tempo no Facebook para compensar esses dez minutos perdidos. Dá para ver que não era um bom negócio, nera? 

Foi quando vi amigos virtuais a anunciarem e a abandonarem mesmo o Facebook (é verdade que alguns regressaram para seu vício novamente). Mas isto deu-me algum ânimo porque quando vi-os conseguirem deixar aquela droga pensava “porque é que ele conseguem e eu não?” Era a fase da depressão. Mas então via mais uma actualização de estado interessante ou alguma foto de uma crioula a mostrar a bunda e esquecia de toda a crise. E dava um “gosto” e continuava naquilo. 

Hoje tomei consciência do meu estado. É a fase da aceitação, mas também é o primeiro passo para a cura. Identificar e corrigir. E para mostrar o tamanho da minha força de vontade vou colocar este artigo no Facebook, que esteve sempre aberto desde que aqui cheguei, para que meus amigos viciados possam partilhar. 

Já agora, algum de vocês quer abandonar o Facebook e não consegue?

5 comentários:

zito azevedo disse...

SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DOS ESPIRITOS INDEPENDENTES...

dai varela disse...

@zito azevedo
um dia ainda vou conseguir

Lenna Modesto disse...

tb eu...
deixa ler o artigo...

Anónimo disse...

I like

Kevin Duarte disse...

kkkkkkkkk .... texto interessante e cativante

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