30 de janeiro de 2012

ACATI promove terceira idade

A Associação Cabo-verdiana para Apoiar a Terceira Idade (ACATI) é uma das organizações comunitárias que trabalha em prol dos mais velhos. O seu presidente, Jorge Maia Lopes, considera que “ainda há muito por melhorar” no tratamento aos idosos. 


Terceira idade acarinhada e com
bem-estar é o objectivo da ACATI
Os dados oficiais apontam que, em 2010, existiam em Cabo Verde 32 mil e 878 pessoas com mais de 65 anos e a tendência é de crescimento. Mas, infelizmente, estamos a perder um dos nossos grandes valores que é a estima e o cuidado que sempre tivemos com os nossos idosos. 

Esta é uma constatação de Jorge Maia Lopes, presidente da ACATI, sediada no Mindelo, e que trabalha para promover um melhor bem-estar aos mais velhos. “Estamos com uma certa crise a nível da família e nestes casos os mais débeis são aqueles que mais sentem os seus efeitos na nossa sociedade”, considera. 

Por causa disso, Maia Lopes e outros cidadãos motivaram-se para criar a ACATI, no sentido de promover a terceira idade e despertar para a necessidade dos mais velhos. A “coisa” começou, recentemente, em São Vicente, com visitas ao domicílio e organização de grupos de apoio. Neste momento, o presidente da associação mostra-se feliz pelo ganho que é a aprovação da Carta da Política Nacional para a Terceira Idade e o despertar de novos grupos ligados aos idosos, bem como do Governo para esta problemática. 

Actualmente, o Estado paga uma pensão social no valor de cinco mil escudos aos cidadãos com idade igual ou superior a 60 anos e com um rendimento anual inferior ao limiar da pobreza definido pelo Instituto Nacional de Estatística. Este é um cenário que “pode melhorar”, como afirma o presidente da ACATI. “Não só com a pensão social que recebem mas com atenção de uma sociedade mais sensível em relação às actividades relacionadas com os idosos.” 

Só em 2010 mais de vinte mil cabo-verdianos beneficiaram desta medida que custou 1,3 milhões de contos aos cofres públicos. 


Tendências

Jorge Maia Lopes - presidente da ACATI
Esta nova fase de crescimento de Cabo Verde está a ser acompanhada também pela tendência de, à dada altura da sua vida, colocar os mais velhos em lares de idosos onde são visitados de quando em vez, algo que o nosso interlocutor considera “preocupante”. “Estamos a entrar neste estilo de vida agitado e muito exigente e as pessoas estão com tendências de abandonar os idosos. Entretanto, o melhor lugar para eles é junto da família onde devem ser escutados e acarinhados.” 

Para o presidente da ACATI, são pequenos gestos que “lhes encoraja a ver que a vida vale a pena” e que a terceira idade não é uma doença, mas sim uma fase de vida que pode representar crescimento. “Sabemos que tudo nessa vida, incluindo o Homem, tem o seu fim. Mas quando cuidamos da nossa parte interior e tem-se uma velhice satisfeita podemos descobrir que há uma possibilidade de viver melhor, apesar das condicionantes”, declara aquele líder associativo. 


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