14 de dezembro de 2011

Já pensou na Autonomia de São Vicente hoje?

Circula na internet uma petição que propõe a Autonomia Administrativa e Económica da ilha de São Vicente. Para os promotores do manifesto que projectam a criação de um movimento para a regionalização em Cabo Verde esses são os objectivos mais importantes: 
  1. Aproximar os decisores políticos das populações; 
  2. Definir um estatuto político digno para S. Vicente, em consonância com a sua vocação de capital alternativa de Cabo Verde; 
  3. Resolver a crise social, económica e moral crónica que assola a ilha. 
Para além disso, para resolver os problemas crónicos que ela enfrenta, precisa de uma gestão competente com reais poderes políticos administrativos e económicos, situação inexistente actualmente. Por isso propomos: 
  • A sua Dinamização, recriando uma nova elite económica, intelectual e cultural que permita descongestionar a capital e dinamizar o país, criando um segundo pólo aglutinador do desenvolvimento de Cabo Verde. 
  • A exploração conveniente das capacidades e competências políticas existentes na ilha, associada a uma maior proximidade dos decisores políticos às populações 
  • Mais e melhor promoção da ilha e o melhor acompanhamento dos investimento do estado central, nomeadamente no âmbito do Porto e do Aeroporto e das grande infra-estruturas, mais e melhor investimento em politicas urbanas e rurais para a ilha. 
  • Mais e melhor respeito das especificidades culturais da ilha, reconhecendo-se como factor de enriquecimento a diversidade cultural, insular, regional e linguística do país. 
Como sempre os objectivos políticos são os primeiros. A minha questão é em que número é que se baseia para lançar estas ideias. Este movimento tem dados sobre a produção económica/financeira que gera entrada nos cofres do Estado e que posteriormente São Vicente fica prejudicada no momento da redistribuição? 

O que é isso de aproximar os decisores políticos das populações? Querem dizer que o Presidente de Câmara não está tão próximo como irá estar o Governador da Região Autónoma de São Vicente? 

Como é que a Autonomia resolverá a crise social, económica e moral crónica da minha querida ilha? Acaso São Vicente tem capacidade para ser auto-suficiente e que são os outros que não a deixam desenvolver? Se for, então devo estar a viver numa ilha diferente. 

Mas se me apresentarem números de que somos capazes de gerar riqueza e manter uma economia estável e livre dos “outros” que engordam no nosso prato de gemada, então assinarei essa petição e faço publicidade aqui no blog “de grátis”.

E você, acha que São Vicente consegue aguentar como uma Região Autónoma em Cabo Verde?



4 comentários:

zito azevedo disse...

TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA...

zito azevedo disse...

Afinal, amigo, onde estão os mindelenses com vontade de discutir os problemas da sua terra e os caminhos do futuro, mesmo a partir de soluções de rotura político-administrativa? "Manhã, Deus ta dá" um dia, não dá mais!

dai varela disse...

Pois é Zito Azevedo, os mindelenses não parecem muito interessados em discutir os seus problemas. Deves compreender que agora o tema é só onde será a festa, onde emprestar dinheiro para comprar o último modelito de vestuário e quantos dias vão ficar de ressaca.

É esse o povo que não temos e ainda bem que é lindo e bem-humorado.

Anónimo disse...

Afinal discute-se a autonomia de São Vicente ou do Mindelo...ou é tudo a mesma coisa??? Fiquei confusa.
Mas é verdade. Acho que chegou a hora de se emancipar São Vicente do resto do país e seja o que Deus quizer...só assim podem desenvolver...pensar globalmente, agir localmente...é assim mesmo mindelenses, quer dizer sonvicentinos, quer dizer...ah deixem pra lá.

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