27 de novembro de 2011

Nossos jovens precisam crescer mais na responsabilidade, alerta o bispo de Mindelo

O bispo de Mindelo, D. Ildo Fortes afirma que os jovens precisam crescer ainda mais na dimensão da responsabilidade para que possam melhor viver sua sexualidade. Numa altura em que se comemora o Dia Mundial do Combate à Sida, Dom Ildo Fortes explica qual a posição da Igreja perante o preservativo e deixa um desafio aos jovens. 

Dom Ildo Fortes - Bispo da Diocese de Mindelo
É necessário que os jovens “tomem consciências da gravidade deste mal” que está a afectar uma parte significativa do nosso planeta, com uma incidência maior em África, apela o bispo. Na verdade Cabo Verde não é dos mais afectados mas Dom Ildo alerta que esta doença está muitas vezes associada a desinformação e a alguma pobreza. “Estamos convictos que uma vivência saudável da afectividade e sexualidade é o melhor caminho para que os jovens possam estar mais livre deste problema. Está mais do que comprovado que quem vive uma situação sexual activa dentro do matrimónio e com fidelidade está mais longe de ser contaminado com o vírus do HIV-Sida”, afirma aquele que foi ordenado bispo para a Diocese de Mindelo a 03 de Abril deste ano em Lisboa. 



Recomendado pela Organização Mundial da Saúde como um dos métodos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, o uso do preservativo tem causado várias discussões mas Dom Ildo acredita que muitas vezes os nossos discursos ou posições visam apenas minimizar as consequências em vez de ir à raiz do problema. “A Igreja tem a seguinte posição em relação ao uso do preservativo”, explica o bispo,: “para aqueles que não estão de facto na linha de viver os valores cristãos – porque há aqueles que vivem sua vida noutro âmbito - e outros que querem viver uma vida desregrada, a Igreja até aconselha que use e que faça tudo para não propagar o mal. Não seria razoável para nós termos outra posição”, afirma. 

“Mas, para quem deseja viver segundo os valores do Evangelho - que contem uma mensagem libertadora - o uso do preservativo nem se coloca porque o acto sexual deve ser responsável e não fortuito. Deve ser um acto que se abre à vida e é por isso que a Igreja considera que tudo aquilo que é um impedimento para a promoção da vida não é bom”, afirma D. Ildo Fortes que encara a verdadeira vivência da sexualidade como meio de felicidade e de uma maior plenitude de vida. 

As paróquias, por serem as instâncias mais próximas das populações têm feito um trabalho de sensibilização com os jovens para viverem bem a sua dimensão afectiva e sexual porque “a fé diz respeito a tudo quanto faz parte da nossa vida”, garante o bispo. “Mas sinto que os nossos jovens precisam crescer mais na responsabilidade. Fazendo uma avaliação da actualidade podemos constatar que muitos jovens – dentro ou fora da Igreja – ainda não cresceram em maturidade humana desejável para viverem uma relação sexual responsável e exigente.” 

“A nossa cultura talvez não ajude muito e, sobretudo, os ambientes onde nós nos encontramos, a busca do prazer imediato e irresponsável, os maus exemplos da sociedade e de algumas famílias e os meios de comunicação social com certos programas que banalizam a sexualidade, impendem-nos de ver a beleza que é o ser humano e a vivência da sua sexualidade. Este é o desafio que deixo: que possamos crescer ainda mais nesta dimensão da responsabilidade porque ela irá nos ajudar a ser mais plenamente realizados e felizes”, termina D. Ildo Fortes.



0 comentários:

Enviar um comentário

 
Design by Wordpress Theme | Bloggerized by Free Blogger Templates | coupon codes