31 de julho de 2011

Queres ser Presidente de Cabo Verde?

Porquê esta batalha pela Presidência da República? Que move alguém para chegar a este cargo?
  • Sentido de Estado?
  • Deformidade progressiva do ego?
  • Vontade de aparecer?
  • Desejo de dar seu contributo por Cabo Verde?

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Hoje vê-se que de todos aqueles que afirmam estarem nesta corrida presidencial pelo povo caboverdeano, somente Joaquim Monteiro tem uma campanha que condiz com a condição social e económica do povo que diz querer representar. A questão aqui é saber se ele o faz por acreditar que esta é forma de chegar ao povo e se apresentar como a melhor escolha ou se o faz pelo simples facto de não ter outros meios económicos e financeiros disponíveis. Mas o certo é que há que respeitar um homem que do alto dos seus 71 anos de idade ainda tem genica e energia para percorrer Cabo Verde e a diáspora (se tiver dinheiro) para apertar a mão e abraçar a todos os 300 mil eleitores recenseados que lhe aparecerem pela frente. É isso mesmo, abriu a época dos beijinhos.

Uma coisa é certa: Joaquim Monteiro veio provar que é possível fazer uma campanha presidencial sem o apoio de uma máquina partidária. E se ele pode correr sozinho, os outros também poderiam se assim o desejassem. Ele também provou que uma campanha presencial, cara-a-cara é possível sem se gastar imorais centenas de milhares de contos numa terrinha onde existem mais de 1.663 habitações construídas com chapas de bidão, cartão e material não resistente e contentores, segundo o CENSO 2010.

É preciso reconhecer a grande coragem de Joaquim Monteiro para lançar-se numa disputa de gigantes, num país completamente partidarizado para levar uma mensagem simples mas que por mais que se queira não difere muito dos seus adversários. Ele quer ser um Presidente do Povo (ou da cidadania, tanto faz) e exercer uma presidência equidistante dos partidos políticos. Mas isso, todos os outros candidatos também afirmam. E porquê? Porque o Presidente da República não governa, mas sim “representa interna e externamente a República de Cabo Verde e, por inerência das suas funções, é o Comandante Supremo das Forças Armadas”

Agora digam-me: quanto é o salário do Presidente da República? Sim, porque tem que ser um alto vencimento que dê para viver bem e pagar as dívidas que são contraídas para se poder produzir as camisolas, cartazes e todos os materiais de campanha e ainda pagar os juros dos empréstimos bancários. Só assim se justifica que alguns invistam tanto dinheiro para chegarem ao Palácio do Platô, mesmo sabendo que receberão 750 escudos por cada voto validamente expresso nas urnas. Mas é importante ter em conta que “nenhum dos candidatos podem fazer mais de 136 a 160 mil contos em despesas de campanha, sob pena de incorrer em crime eleitoral e ficar sem nenhum tostão do Estado”, conforme o artigo 128º do Código Eleitoral.

Digam-me ainda: porque razão há investimentos pornográficos de partidos para eleger um homem como Presidente da República quando todos sabemos que os seus poderes são extremamente limitados? Quais as contrapartidas pretendidas por esses partidos? É que o PR ao tomar posse não deverá ter nenhum rabo preso com qualquer partido e deve zelar para honrar o juramento que fará na tomada de posse: “Juro por minha honra desempenhar fielmente o cargo de Presidente da República de Cabo Verde em que fico investido, defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição, observar as leis e garantir a integridade do território e a independência nacional»

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5 comentários:

zito azevedo disse...

Porque me parece contrário aos principios de igualdade que deveríam presidir (!) a tais actos, aa vitórias nas eleições presidenciais não devíam estar dependentes do poder económico de cada um dos candidatos e, portanto, da sua maior ou menor capacidade de montar o circo que mais apelo possa fazer à massa votante em comícios publicos. Os candidatos deviam ser submetidos ao escrutinio do debate publico na rádio e na televisão em modalidade que a cada um desse a oportunidade de apresentar as suas razões, e não em discursos em praça pública, como qualquer vendedor de banha da cobra de uma qualquer feira estival.Em suma, aa campanhas politicas não devíam ser manifestações carnavalescas da populaça animada pela pinga distribuida à sucapa...Não é assim que se prepara o futuro dos povos!

daivarela disse...

Infelizmente já sabemos que durante as campanhas eles despem-se de falsas aparências e mostram-se como realmente são.
O problema é que nem sempre a sua intenção é tirar as dúvidas ao eleitorado e vem com discursos de duplo sentido que não explicam, criando confusões.
Depois de eleitos é só vê-los a passear a posse.

DINA LEITE disse...

E tu dai? Queres ser presidente de cabo verde? Eu votarei em ti se não houver roubo de votos‏
Afinal és parecido com os candidatos: só te lembraste de mim na campanha.
beijinhos carinhosos, de uma amiga cheia de saudades, que já não ligas nenhuma.

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