19 de dezembro de 2007

Emigrar, já! (poesia)

Quando chão não rimar com pão
Tentei porão
Porque o partir a mim te trago
Velas e vento a ti me parto


Quando o ovo não o representar
Torci o pescoço à galinha
Esfolei a cabra
Pouco seguro dei o primeiro passo
E mais um mil
Neste mar de sal e anil
Esquivo vou
Saudoso sou


Fiei meu coração e coloquei minha alma de posse
E parti…
Parti em sete partes com a alma fragmentada em dez pedaços
Deixando atrás a grisalha e desdentada acácia
Nesse terra de vento e terra
Na ponte que a saudade faz entre os olhos, o beijo, as lágrimas e o sorriso


Na vontade que se tornou incerteza
Na madrugada do adeus
Na memória se decalca a beleza


Voltarei!
Grito rouco
Que mais pareço louco
Chorando pela partida.

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